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Paulo Brabo em São Paulo

Paulo Brabo fala ao público presente no lançamento de seu livro "Em 6 passos o que faria Jesus"

Paulo Brabo fala ao público presente no lançamento de seu livro

Por um lapso de Paulo Brabo que ao assinar o contrato com a Editora Garimpo, não leu as letras miúdas no rodapé que informava que ele teria que comparecer a São Paulo para o lançamento e sessão de autógrafos de seu livro “Em 6 passos o que faria Jesus”. Com essas condições contratuais, Paulo Brabo se ausenta de seu monastério localizado (ou seria escondido) nos arredores de Curitiba.

O Evento aconteceu no bairro de Perdizes, na pizzaria Bendita Hora na noite de 28 de setembro em um ambiente acolhedor, poético e alegre, a Data e o evento é histórico, pois se trata do lançamento do livro primogênito impresso de Brabo, que já havia escrito o livro em pedeéfe e disponibilizado na net onde alguns subversivos assumiram o papel de colportores virtuais.

Depois de tanto mistério, quem compareceu ao evento pode comprovar que Paulo Brabo, apesar de morar em um monastério, não é nenhum mago, duende, monge ou sacerdote andando com uma capa e cajado. Mais humano que qualquer um de nós, Brabo recebeu a todos com carinho, conversou com desconhecidos e amigos e conheceu pessoalmente dezenas de amigos e blogueiros que só tinha contato online e agora tiveram o prazer de conhecê-lo pessoalmente, entre essas dezenas de pessoas esta este que vós escreve.

Paulo Brabo não é teólogo ou filósofo no sentido técnico ou acadêmico da palavra, entretanto seus escritos o colocam acima das categorias citadas. Quem lê Paulo Brabo expande a mente, e a mente expandida não volta atrás. Logo, pense duas vezes ao ler seus escritos no Bacia das Almas, o depositário de suas idéias condenadas a reformulação eterna. O livro que não tem capa que pode ser adquirido aqui no site da editora, tem um capítulo exclusivo para sua versão impressa, ou seja você pode ler quase todo o livro aqui online, mas …

Antes de sua palavra para o público presente, o anteciparam na fala Elienai Jr. e Ricardo Gondim escritores e amigos de Paulo que o incentivaram a colocar no papel/livro suas idéias publicadas apenas virtuais na Bacia. Aliás, o incentivo foi tanto que Paulo Brabo se empolgou, pois em novembro a editora Mundo Cristão anuncia o lançamento do segundo livro de Brabo – “Bacia das Almas – Confissões de um ex-dependente de igreja. Será que desta vez ele leu as letras miúdas do contrato?

Abaixo as fotos que tive o prazer de realizar nesse dia em que São Brabo se ausentou do monastério.

Amizades: Paulo Brabo conversa com os escritores Ricardo Gondim e Elienai Jr.

Amizades: Paulo Brabo conversa com os escritores Ricardo Gondim e Elienai Jr.

Brabo autografou exemplares, recebeu e conversou com leitores presentes

Brabo autografou exemplares, recebeu e conversou com leitores presentes

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Oficina Livros e pessoas na Igreja Betesda

Blogueiro Sérgio Pavarini afirmando a importância da leitura

Blogueiro Sérgio Pavarini afirmando a importância da leitura

Dia 29 de agosto aconteceu na Igreja Betesda a Oficina com os jovens da igreja sobre livros e pessoas. Sérgio Pavarini um dos mentores do blog Livros e Pessoas esteve batendo um papo com a galera sobre a importância da leitura e indicando livros para a galera. A ressonância do assunto foi positiva segundo o blog dos Jovens Betesda, pois afirmaram que:

“Nos últimos dois anos, a Betesda indicou vários livros para leitura, por exemplo: A mensagem secreta de Jesus e Ortodoxia Generosa, de Brian McLaren; O Evangelho Maltrapilho, de Brennan Manning; Que tipo de pessoas você quer ser?, de Harold Kushner; Cristãos ricos em tempo de fome; de Ronald Sider; Se Deus existe, por que há pobreza e Um caminho espiritual para a felicidade, de Jung Mo Sung; Piedade Pervertida, de Ricardo Quadros Gouvêa; Repintando a Igreja, de Rob Bell; Religião e Repressão, de Rubem Alves; entre outros.

A Betesda acredita na leitura como emancipadora do ser humano. Acredita que a leitura forma pessoas melhores, mais críticas e mais profundas. A importância da consciência crítica foi afirmada por Jesus….. a excelente oficina do Pavarini veio para afirmar coisas que já fazem parte da nossa pespectiva como igreja, para jogar mais luz em outras e para nos lembrar a importância da leitura em nossa formação pessoal.”

Galera participou dando dicas de livros para leitura

Galera participou dando dicas de livros para leitura

Ricardo Gondim indica leituras para 2009

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Extraído do site: Ricardo Gondim

40 livros comentados pelo professor Gouvêa

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Conheci o pastor / professor Ricardo Quadros Gouvêa em meados de 2005, nesta época participei com ele onde nos reuníamos aos domingos de manhã, um grupo de umas 15 ou 20 pessoas que se encontrava num Buffet, onde denominávamos Comunidade do Sumaré. Ouvíamos Ricardo explanar a bíblia, comentávamos, assistíamos vídeos, cantavamos, líamos poesias e trechos de livros. Nessa época por pouco mais de um ano, era raro o domingo que eu não estava lá, gostava de ouvir Ricardo, o encontro era sem a burocracia religiosa, sentávamos em roda e conversávamos, podíamos comentar ou perguntar durante a mensagem, era um bate-papo muito saudável que na época com certeza me fez crescer espiritualmente. Agradeço a Deus pela vida do professor Ricardo e por aquele tempo de ensino, descontração e alegria que ele partilhou conosco.

 

Escrevo tudo isso, para dizer que ele é articulista da revista Ultimato, e na última edição de nº 315, professor Ricardo publicou sua lista comentada do que ele considera ser os 40 livros que fizeram a cabeça do público evangélico nos últimos 40 anos. Na foto acima que fiz dele naquela época, foi um dos momentos que ele lia um trecho de um livro para nós nas reuniões, a foto é rara, pois foi a única vez que vi ele naqueles encontros de gravata rss…

 

Segue a lista escrita por ele abaixo:

 

Toda lista é pessoal, e esta não é uma exceção, mas busquei seguir aqui critérios objetivos: livros que foram campeões de vendagem, citados e debatidos, que influenciaram e continuam influenciando os evangélicos brasileiros, livros muito lidos com alto índice de rejeição, e também os que hoje estão operando uma mudança paradigmática na cultura evangélica contemporânea. Escolhi no máximo um livro por autor e procurei incluir alguma diversidade cultural e de gênero literário, bem como denominacional e teológica, sem que isso nos tirasse do projeto original: listar os quarenta livros que, nos últimos quarenta anos, fizeram a cabeça do povo evangélico brasileiro. Ordenei a lista por ordem de importância: dos livros mais influentes aos menos influentes dentre os quarenta selecionados, independentemente da data. Divirta-se concordando ou discordando, corrigindo meus equívocos e fazendo sua própria lista.

 

1. “Mananciais no Deserto” — Lettie Cowman [Betânia]

Não há outro livro mais amado pelos evangélicos brasileiros. Este campeão de vendagem é um livro de leituras devocionais diárias que conquistou nosso país. O livro é, de fato, bom, mas desconfio que a tradução deu uma mãozinha.

2. “Uma Igreja com Propósitos” — Rick Warren [Vida]
O maior “best-seller” evangélico de todos os tempos é uma catástrofe literária. É ainda difícil calcular o dano que esta obra equivocada causou e ainda irá causar, com sua filosofia de ministério inteiramente vendida ao “Zeitgeist”, propondo a homogeneização das igrejas e um pragmatismo de dar medo.

3. “A Quarta Dimensão” — David Paul Yonggi Cho [Vida]
Este livro fez mais pelo movimento pentecostal no Brasil do que qualquer televangelista. O testemunho bem escrito do pastor coreano que vive cercado de milagres causou “frisson” até mesmo nos grupos mais conservadores. Seu modo de ver a vida com Deus e o ministério marcaram as últimas décadas.

4. “A Agonia do Grande Planeta Terra” — Hall Lindsay [Mundo Cristão]
Calcado no pré-milenismo dispensacionalista de Scofield, este “best-seller” apocalíptico empolgou os profetas do fim do mundo no Brasil, com sua interpretação literalista imprudente e seu patriotismo norte-americano acrítico. Lindsay foi o arauto de três décadas das mais absurdas especulações escatológicas em nossas igrejas.

5. “O Ato Conjugal” — Tim e Beverly La Haye [Betânia]
Sexo é um assunto importante, e o povo ansiava por uma orientação em face da revolução sexual dos anos 60. Daí o sucesso de um livro bem escrito como este, didático e conservador, ao gosto da moral evangélica, mas sem ser inteiramente obtuso. Mesmo assim, muitos o chamaram de pornográfico. Nada mais injusto.

6. “Este Mundo Tenebroso” — Frank Peretti [Vida]
A ficção convence mais rápido. Revoluções acontecem inspiradas por romances, e não por tratados filosóficos. Peretti, com seu horror cristão, nos ensinou o significado da batalha espiritual nos anos 80, reencantou o submundo evangélico, inspirou pregadores e, o que não é nada ruim, motivou muitos adolescentes a ler obras de ficção bem melhores.

7. “A Morte da Razão” — Francis Schaeffer [ABU]
A intelectualidade evangélica adotou este livro como alicerce nos anos 70, para enfrentar o existencialismo, o movimento “hippie”, o marxismo e a contracultura em geral. O livro convencia que o cristianismo não era incompatível com o estudo e a reflexão. É um pena que Schaeffer estivesse tão equivocado em suas idéias centrais.

8. “Celebração da Disciplina” — Richard J. Foster [Vida]
Este clássico da espiritualidade cristã, escrito por um quacre, fez um tremendo sucesso no Brasil a partir dos anos 80. É excelente, mas será que todos que o compraram de fato o leram? Gostaria de perceber uma maior influência das idéias de Foster em nosso povo, mais oração, silêncio, calma, estudo, empenho, enfim, disciplina espiritual.

9. “De Dentro para Fora” — Larry Crabb [Betânia]
Os livros devocionais evangélicos de viés psicológico ou de auto-ajuda são os títulos que mais vendem. Dentre eles, alguns se destacam não só por serem campeões de vendagem, mas porque são os melhores do gênero. Crabb é o melhor autor do gênero e este é seu melhor livro, que impactou o nosso povo nos anos 90.

10. “Louvor que Liberta” — Merlin R. Carothers [Betânia]
Este pequeno e poderoso manifesto em forma de testemunho revolucionou, nos anos 70, o louvor e a adoração no Brasil. O bom capelão ensinou a todos nós a espiritualidade da adoração, o poder do louvor, impulsionando as guerras litúrgicas que marcariam a vida de nossas comunidades a partir de então.

11. “Vivendo sem Máscaras” — Charles Swindoll [Betânia]
Outro “best-seller” devocional dos anos 90, de viés psicológico e de auto-ajuda, com o vigor característico das obras de Swindoll, escritas a partir de suas pregações. Muitos se sentiram não apenas edificados, mas tocados e transformados.

12. “A Cruz e o Punhal” — David Wilkerson [Betânia]
Outro opúsculo dos anos 70 que, na forma de um testemunho pessoal, inspirou os jovens evangélicos a uma fé mais comprometida. Curiosamente, não levou as igrejas a um investimento em missões urbanas, idéia que permeia todo o livro. Talvez o Brasil evangélico dos anos 70 não estivesse pronto para missões urbanas.

13. “Crer é Também Pensar” — John Stott [ABU]
Stott é um ícone no Brasil, um nome respeitado pela sua erudição e sua notável produção literária, apesar de estar invariavelmente sob suspeita de heresia pelos mais neuróticos. O fato é que a qualidade de seus livros varia. Seu excelente “Ouça o Espírito, Ouça o Mundo” merece mais atenção. Já o opúsculo selecionado, tão conhecido desde os anos 70, não tem muito a dizer além do título.

14. “O Senhor do Impossível” — Lloyd John Ogilvie [Vida]
Outro devocional que emplacou no Brasil nos anos 80, não sem méritos. É o maior sucesso do autor, ainda que inferior a “Quando Deus Pensou em Você”, que o antecedeu. O livro estimula a fé e nos faz mais esperançosos, apesar da teologia rasa.

15. “A Família do Cristão” — Larry Christenson [Betânia]
Antes de Dobson e tantos outros, Christenson já era “best-seller” nos anos 70. Pioneiro entre os que se pretendem auxiliares da vida familiar cristã, ele foi estudado nos lares por grupos e células, em escolas dominicais etc. Sua eficácia é comprovada.

16. “O Jesus que Eu Nunca Conheci” — Philip Yancey [Vida]
Os anos 90 assistiram ao aparecimento de um dos mais argutos e estimulantes autores evangélicos de todos os tempos: o audaz Yancey, que começou a apontar para o paradigma emergente em livros como “Alma Sobrevivente”, “Descobrindo Deus nos Lugares mais Inesperados”, “Maravilhosa Graça”, “Rumores de Outro Mundo”, “Decepcionado com Deus” e tantos outros livros excelentes. E o mais conhecido e lido parece ser mesmo “O Jesus que Eu Nunca Conheci”.

17. “O Discípulo” — Juan Carlos Ortiz [Betânia]
Poucos livros foram tão impactantes nos anos 70 quanto esta obra que, excepcionalmente, não vinha do mundo anglo-saxão, mas da Argentina. Por isso mesmo, Ortiz tinha uma outra linguagem, um discurso que convencia os jovens brasileiros da seriedade e do valor de se tornar mais do que um mero freqüentador de igrejas, um genuíno discípulo de Cristo.

18. “Bom Dia, Espírito Santo” — Benny Hinn [Bompastor]
O neopentecostalismo brasileiro é, em grande parte, de inspiração norte-americana. Talvez o nome mais importante nesse processo seja o do “showman” evangélico Benny Hinn, que desde os anos 90 assombra os norte-americanos pela televisão com seus feitos espetaculares. Mesmo quem não o leu conhece sua influência no Brasil.

19. “O Refúgio Secreto” — Corrie Ten Boom [Betânia]
O testemunho desta nobre senhora holandesa encantou também o Brasil, onde seu livro foi um grande sucesso nos anos 70. Suas aventuras durante a Segunda Guerra Mundial, sob o pano de fundo de sua educação em um lar cristão, são comoventes e inspiradoras.

20. “A Autoridade do Crente” — Kenneth Hagin [Infinita]
Hagin foi um divisor de águas no mundo evangélico, pois desde sua influência os crentes “tomam posse”, “determinam”, “amarram” e “exigem”. Uma nova forma de falar se fez presente, o que gerou muitas novas piadas também.

21. “Entendes o que Lês?” — Fee e Stuart [Vida Nova]
Que bom que um livro sério como este foi tão lido e estudado no Brasil. Trata-se de um compêndio de hermenêutica bíblica sem complicações, em linguagem acessível, adotado por quase todos os seminários e estudado até mesmo nas EBD’s e pequenos grupos. Este livro fez muito pela educação bíblica dos evangélicos brasileiros.

22. “Culpa e Graça” — Paul Tournier [ABU]
Não há, com raras exceções, psicólogo cristão que não considere este livro um fundamento e um marco do pensamento cristão. Mas ele não se limita a isso, tendo tido considerável influência na teologia evangélica brasileira nos anos 90, preparando nosso povo para o paradigma emergente do século 21.

23. “Novos Líderes para Uma Nova Realidade” — Caio Fábio D’Araújo Filho [Vinde]
Este opúsculo foi, se não o mais lido, certamente o mais importante dos numerosos livrinhos do pastor Caio Fábio, fenômeno de popularidade no Brasil nos anos 80 e 90, pastor midiático, influente, contundente, imitado, adorado e odiado. Caio nos ensinou a ver as coisas de outro jeito, e seu legado não vai desaparecer.

24. “Vida Cristã Normal” (ou “Equilibrada”, na reedição) — Watchman Nee [Editora dos Clássicos]
O controverso evangelista e autor chinês Nee teve muita influência nos anos 70 e 80, com sua visão mística do que significa ser um cristão evangélico conservador. Este livro foi seu maior sucesso, um comentário de Romanos, ainda que seu livro mais objetivo e claro seja “A Liberação do Espírito”.

25. “É Proibido” — Ricardo Gondim [Mundo Cristão]
Gondim é um dos melhores e mais polêmicos autores evangélicos contemporâneos. Seus livros, como Eu Creio, Mas Tenho Dúvidas, O que os Evangélicos (Não) Falam, Orgulho de Ser Evangélico, são sempre interessantes. Nenhum, porém, foi tão influente e marcante como “É Proibido”, um verdadeiro libelo anti-legalista.

26. “Conselheiro Capaz” — Jay Adams [Fiel]
Adams era uma pessoa muito simpática. Sua escola de aconselhamento cristão é muito antipática. Diferentemente de Crabb, por exemplo, problemas emocionais têm origem fisiológica ou pecaminosa. Por isso, é preciso confrontar as pessoas e insistir na mudança do seu comportamento. Foi um sucesso nos anos 80. Haja behaviorismo!

27. “Quebrando Paradigmas” — Ed René Kivitz [Abba Press]
Este livro foi decisivo para que os evangélicos brasileiros começassem a enxergar a outra margem do rio, a margem pós-evangélica do paradigma emergente. Kivitz é um autor surpreendente e notável, de mente dinâmica e arejada, que propõe importantes rupturas e renovações, como em seu outro livro “Outra Espiritualidade”.

28. “O Amor Tem Que Ser Firme” — James Dobson [Mundo Cristão]
O conhecido “Dr. Dobson” é pensador e autor de grandes qualidades e grandes defeitos. Seus livros, como “Educando Crianças Geniosas”, ajudam famílias e promovem uma espécie de teologia aplicada que merece atenção. Há, porém, muito que não se deveria levar a sério, já que vai contra o que há de mais consagrado na psicologia moderna.

29. “Supercrentes” — Paulo Romeiro [Mundo Cristão]
O autor de “A Crise Evangélica” tem talento e tem algo a dizer. Seus textos, especialmente o famosos “Supercrentes”, têm apontado para os exageros e enganos de muitas posturas comuns no meio evangélico contemporâneo.

30. “Cristianismo e Política” — Robinson Cavalcanti [Ultimato]
Trata-se de um clássico. Este livro está nas origens de toda reflexão política evangélica. Robinson é importante por outras questões, como seus livros sobre sexualidade (“Uma Bênção Chamada Sexo”, “Sexualidade e Libertação”), mas sua contribuição permanente é o estímulo que deu à reflexão política evangélica.

31. “O Evangelho Maltrapilho” — Brennan Manning [Mundo Cristão]
Não há outro autor mais importante no meio evangélico nos últimos dez anos do que Brennan Manning. Seus livros devocionais, como “O Impostor que Vive em Mim”, “A Assinatura de Jesus”, “O Obstinado Amor de Deus”, estão transformando radicalmente a maneira como os evangélicos entendem a vida cristã. Eu fico muito grato.

32. “O Pastor Desnecessário” — Eugene Peterson [Mundo Cristão]
Peterson é muito estimado no meio evangélico brasileiro e um dos autores mais bem avaliados dos últimos tempos. Responsável por projetos como “The Message” (excelente paráfrase bíblica), tem nos galardoado com obras como “Corra com os Cavalos”, “A Oração que Deus Ouve”, “A Vocação Espiritual do Pastor”, “Transpondo Muralhas”, entre outros. Selecionei o que talvez seja o mais importante.

33. “Poder Através da Oração” — E. M. Bounds [Batista Regular]
Nos anos 70, quando não havia ainda bons livros sobre oração, como o de Richard Foster ou o de Eugene Peterson, os livros de Bounds sobre oração circulavam de mão em mão, trazendo avivamento às igrejas. Hoje Bounds está quase esquecido. Quase.

34. “Cristo é o Senhor” — Dionísio Pape [ABU]
No fim dos anos 60 e começo dos anos 70, o nome de Pape se destacava pela espiritualidade, profundidade e sucesso ministerial. Seu opúsculo “Cristo é o Senhor” levou muitos à consagração e ao ministério.

35. “O Caminho do Coração” — Ricardo Barbosa [Encontro]
Barbosa (junto com Osmar Ludovico, James Houston e outros) é responsável pelo retorno ao interesse pela mística cristã em nosso país. Seus livros nos ensinam uma outra atitude não somente em relação à vida, mas também em relação à teologia. Uma atitude contemplativa.

36. “O Novo Testamento Interpretado” — R. N. Champlin [Hagnos]
Não privilegiei obras teológicas e comentários bíblicos nesta lista porque tais livros, em geral, não vendem bem e sua influência é pequena. Uma exceção precisava ser feita em relação ao favorito das bibliotecas. O empenho exaustivo de Champlin precisava ser lembrado, pois ainda vende bem e é o comentário primordial dos evangélicos.

37. “Icabode” — Rubem Martins Amorese [Ultimato]
Este livro pode não ter sido tão lido quanto é citado, mas definiu um novo tipo de reflexão cristã no Brasil, que propõe diálogo com a cultura em outro nível que não o da evangelização, e sim o da discussão de valores e princípios que podem levar nossa sociedade para um patamar melhor ou pior. É uma boa influência.

38. “A Bíblia e o Futuro” — Anthony Hoekema [Cultura Cristã]
Este estudo do Apocalipse cresceu em importância no Brasil em uma época em que quase não havia obra que fizesse uma defesa do amilenismo, apesar dos pouco conhecidos esforços de Harald Schally. O livro provocou conversões em massa a partir dos anos 80, e a escatologia nunca mais foi a mesma no Brasil.

39. “Cristianismo Puro e Simples” — C. S. Lewis [Martins Fontes]
Também conhecido como “Mero Cristianismo”, a busca de Lewis pelo denominador comum da fé cristã impacta brasileiros desde os anos 70. Seleciono o livro simbolicamente, já que Lewis não poderia ficar de fora, seja por causa de “Os Quatro Amores”, “Milagres”, “Cartas do Inferno” ou “As Crônicas de Nárnia”.

40. “A Mensagem Secreta de Jesus” — Brian D. McLaren [Thomas Nelson]
Em 2007 o leitor evangélico brasileiro foi surpreendido por este livro do mesmo autor de “Uma Ortodoxia Generosa”. Fiquei admirado ao ver como todos passaram a conhecer e a comentar a obra de McLaren, que representa melhor do que ninguém o paradigma teológico evangélico emergente. Não dá pra não ler.

 

Leituras no trem

tremAtualizei a lista de livros lidos este ano. Mais cinco para a conta. Três ganhos do amigo Sérgio Pavarini. Sobre A vida e morte de João Calvino, foi emprestado pelo amigo pastor Filippo Blancato da IPI, e o outro, A Cabana indicado pelo Pavarini e pelo Ricardo Gondim em seu site. 80% da leitura deles realizada nos trens da CPTM no ida e volta de casa para o escritório. Se eu comprar um carro a leitura vai diminuir muuito rss…

 

Espiritualidade Bíblica

Autores: R. Paul Stevens / Michael Green

(Editora Palavra, 280 páginas)

 

Fé e Descrença

Autora: Ruth Tucker

(Editora Mundo Cristão, 236 páginas)

 

A Vida e a morte de João Calvino

Autor:  Theodoro de Beza

(Editora LPC Publicações, 136 páginas)

 

O que estão fazendo com a igreja

Autor: Augustus Nicodemus

(Editora Mundo Cristão, 201 páginas)

 

A Cabana

Autor: William P. Young

(Editora Sextante, 236 páginas)

 

Lista completa pode ser vista aqui

 

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