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O Livro mais mal-humorado da Bíblia

Dia 22 de agosto ocorreu no auditório da Livraria Cultura do Bourbon Shopping Pompéia, em São Paulo o lançamento do mais novo empreendimento literário de Ed René Kivitz, publicado pela editora Mundo Cristão a obra tem o título: O Livro mais mal-humorado da Bíblia.

O Livro que contém 224 páginas nasceu de uma compilação de uma série de sermões realizados pelo autor sobre o livro bíblico de Eclesiastes.  Abaixo algumas fotos que realizei no evento, e também o vídeo da campanha publicitário do livro.

Kivitz explica as razões que o levaram a escrever sobre Eclesiastes

Kivitz explica as razões que o levaram a escrever sobre Eclesiastes

Amigos e leitores prestigiaram o lançamento do livro

Amigos e leitores prestigiaram o lançamento do livro

Fila: dezenas e dezenas de autógrafos e dedicatórias

Fila: dezenas e dezenas de autógrafos e dedicatórias

Vídeo da campanha publicitária do livro

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Max Lucado no Brasil

Sérgio Pavarini sabatina o escritor Max Lucado na livraria Saraiva no shopping Ibirapuera

Jornalista e blogueiro Sérgio Pavarini sabatina o escritor Max Lucado na livraria Saraiva no shopping Ibirapuera

Aconteceu neste dia 20 de julho, na livraria Saraiva do shopping Ibirapuera, o lançamento do livro “Sem medo de ser viver” do escritor e pastor americano Max Lucado. O livro que segundo a editora teve lançamento inicial de 80 mil exemplares, é relativamente pequeno se comparado aos 70 milhões de livros vendidos em todo sua carreira de escritor. Entretanto um número expressivo para um lançamento inicial.

Para o evento a editora a Thomas Nelson  contou com a presença do blogueiro Sérgio Pavarini que bateu um papo descontraído de cerca de 40 minutos com o escritor. Como no início da década de 80 Lucado morou no Brasil / RJ,  o papo aconteceu todo em português.  

O escritor se mostrou muito simpático atendendo a todos e respondendo a perguntas de Pavarini, mesmo as perguntas menos esperadas de como por exemplo: “O Senhor vendeu 70 milhões de livros, supomos que ganhe 2 dólares por cada livro vendido, como é ser igual a Jesus e imitar os seus passos, tendo na conta bancária 140 milhões?”. Lucado respondeu que mantém e apóia diversas Ong’s e assistências realizadas pela diaconia de sua igreja que auxilia projetos na Ásia e África.

Outra pergunta desconcertante foi sobre quem estaria mais próximo do evangelho, George W. Bush ou Barack Obama ? A pergunta se mostra em saia justa porque Max Lucado foi um dos pastores americanos que na época da invasão dos EUA ao Iraque, apoiou as atitudes de Bush.

No Brasil essas atitudes foram conhecidas por lúcidos e explicativos artigos escritos por Ricardo Gondim que na época escreveu: “Os pastores que nas vésperas da invasão legitimaram, na CNN, os atos do sinistro Bush têm suas mãos sujas de sangue inocente. Nunca os esquecerei: Max Lucado, John McArthur e Bob Jones”

Em outro artigo, Gondim diz que: “Revoltei-me com o Max Lucado, um pusilânime. Sua falta de argumentos e seus raciocínios simplistas mostram o perigo do dinheiro e da fama. Lucado é um dos autores de maior renome no mundo cristão; querido na América por escrever com um estilo simples. Quando defendeu a guerra mostrou que jamais se posicionaria contra a comunidade evangélica que votou em Bush e, fascinada, acredita que ele é o ungido de Deus para proteger o mundo. Max Lucado afirmou ontem, para o mundo inteiro ouvir, que confia no presidente porque ele é cristão e porque ora para tomar decisões. Quanto simplismo! Se assim fosse, quando Ronald Reagan patrocinou bandidos que lutavam na Nicarágua (os Contras), seria também legitimado pelo senhor Lucado. O general Oliver North, assessor que financiava os terroristas, era membro de uma igreja pentecostal, orava e conversava com o seu presidente antes de qualquer decisão.”

Os artigos podem ser conferidos na integra aqui e aqui.

Com a pergunta de Pavarini, Lucado respondeu que apenas Deus conhece o coração dos homens dirigentes da nação, entretanto sabe que Bush é uma pessoa de muita fé.

O evento foi transmitido ao vivo (com apoio tecnológico de meu primo Cleoci)onde cerca de 60 pessoas acompanharam via streaming, divulgado apenas via Twitter minutos antes de iniciar o bate papo. O vídeo do evento pode ser conferido aqui, os primeiros minutos foram de acertos, mas depois consegui colocar o notebook na mesa na frente do escritor e assim podendo ser melhor visto e ouvido.

No Pavablog  neste post aqui, você amigo leitor pode conferir mais fotos que realizei e alguns dados a mais sobre o evento.

Pergunta: "Como é ser igual a Jesus tendo 140 milhões de dólares na conta?"

Pergunta: "Como é ser igual a Jesus tendo 140 milhões de dólares na conta?"

Transmissão ao vivo via streaming possibilitou que cerca de 60 pessoas assistissem o evento via web

Transmissão ao vivo via streaming e rápida divulgação via Twitter possibilitou que cerca de 60 pessoas assistissem o evento via web

Max Lucado autografou e atendeu a todos: cerca de 80 pessoas na fila aguardaram o momento e aproveitar e fazer um foto junto com o escritor

Max Lucado autografou e atendeu a todos: cerca de 80 pessoas na fila aguardaram o momento e aproveitaram para fazer uma foto junto com o escritor

Salvos da perfeição

Neste domingo, 05 de julho ocorreu na igreja Betesda o lançamento do livro “Salvos da perfeição, pela editora Ultimato de Elienai Cabral Jr. Cerca de 1.500 pessoas participaram do encontro, onde o livro foi apresentado pelo pastor Ricardo Gondim. Elienai Jr. e teólogo e filosofo, pastor dirigente da igreja Betesda no Tatuapé .

A apresentação do livro diz: “Não é difícil perceber, entre cristãos, um jeito “angelical” de ser. Em nome de Deus insinuamos um ideal de santidade e nos impomos uma agenda “divina”: uma vida sem contradições, dúvidas, aflições. E, pior, sem pequenos prazeres, sem alegrias banais.”

Em um dos testemunhais do livro, Ed René Kivitz escreve que: “Sempre acreditei que a teologia não está pronta. É preciso fazer teologia — com os pés no chão, no meio das gentes, nas ruas das cidades, sem perder de vista as aves do céu e os lírios do campo. Elienai Junior é assim: a busca por Deus exige sua teologia, a piedade inspira sua reflexão e o coração puro faz leve sua palavra.”

Estive realizando algumas fotos do evento e já quero iniciar a leitura do livro essa semana mesmo.

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Ricardo Gondim faz a leitura de um trecho do livro antes da apresentação

 

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Elienai Jr. realiza sessão de autógrafos no livro na igreja Betesda sede

 

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Cerca de 1.500 pessoas participaram do culto que foi realizado o lançamento do livro na igreja Betesda

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Debate sobre o livro A Cabana

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Ocorreu ontem, noite de 27 de abril na IBAB um debate sobre o livro A Cabana de Willian P. Young. Ed René Kivitz atuou como mediador entre o pastor Ariovaldo Ramos e Ricardo Gouvêa, atual pastor da Igreja Presbiteriana do Limão. O debate faz parte do fórum de reflexão teológica que atualmente esta com o tema Deus no banco dos réus.

 

De minha parte sou suspeito a dizer sobre os debatedores, principalmente de Ricardo Gouvêa, que me auxiliou muito em uma fase difícil minha com a igreja, em 2005 participei com ele da Comunidade do Sumaré praticamente todos os domingos pela manhã, ouvindo e conversando com ele sobre igreja, espiritualidade, e amizade. Nosso último encontro faz uns dois anos e fiquei muito contente em rever ele e também de sua participação no debate ao lado de Ed René e Ariovaldo. Fiz algumas fotos que compartilho com todos neste post também.

 

O debate foi um ping-pong onde Ed René leu algumas perguntas da platéia e alternadamente os debatedores davam sua interpretação as questões levantadas. Entretanto antes das perguntas Ed René abriu espaço de 10 minutos para cada debatedor falar sobre sua impressão do livro.

 Ricardo Gouveia

Polêmico e instigador como sempre, Ricardo Gouvêa iniciou sua fala dizendo que o livro A Cabana do ponto de vista literário é uma obra medíocre demais. Que o livro nunca será um clássico da literatura cristã como foi, por exemplo, O Peregrino de John Bunyan. Gouvêa afirmou que William P. Young não é um homem das artes literárias, mas simplesmente um teólogo que escreveu uma obra de ficção apresentando conceitos sobre Deus. A responder uma pergunta de Ed René sobre o que o livro diz sobre o sofrimento, Gouvêa diz que o problema do sofrimento não tem solução e que o evangelho não tem obrigação de dar esta resposta e que devemos reconhecer que o sofrimento faz parte da raça humana e que o autor do livro mostra que Deus sofre conosco, sendo que o maior sofrimento foi feito com seu filho Jesus na cruz. Gouveia afirma, entretanto que o livro apesar de polêmico, é bastante conservador em sua teologia, pois falando sobre pecado original, trindade e soberania divina, apresenta os conceitos clássicos da teologia. É a velha história da salvação recontada de uma nova forma e roupagem. Gouvêa também diz que não gostou do final do livro “Happy End” em que tudo dá certo no final e o criminoso é preso. Gouvêa termina sua fala citando um trecho do livro na página 176 – “A fé não cresce na casa da certeza”.

 

Mesa debate sobre o livro A Cabana

Mesa do debate sobre o livro A Cabana formada por Ariovaldo Ramos, Ed René Kivitz e Ricardo Quadros Gouvêa

Ariovaldo Ramos disse não querer analisar o livro como obra literária, mas sim como um livro que apresenta uma visão sobre Deus e o sofrimento, pois no  quando Deus é questionado em relação ao que faria a respeito do sofrimento humano, a resposta é que Deus já fez através de Cristo na cruz. Ariovaldo explica que por ser de origem anglo-saxão, o autor é influenciado a terminar o livro com um final feliz. Ariovaldo afirmou que gostou da interpretação dada pelo autor em relação à trindade, pois ali esta o conceito de paternidade, maternidade e filiação.

plenaria

Fotos: Alex Fajardo Fotografia

Nunca tive uma festa de aniversário

festa

 

Meu amigo Tony Campolo […] se encontrava em um local que tinha um fuso horário bem diferente e não conseguia dormir. Então, bem depois da meia-noite saiu perambulando até chegar a uma confeitaria. Algumas prostitutas locais também ali entraram no meio da madrugada, depois de suas atividades habituais. Lá ele não pôde evitar de ouvir uma conversa entre duas delas. Uma, chamada Agnes, disse à outra: “Sabe de uma coisa? Amanhã é meu aniversário. Vou fazer 39 anos. […] Nunca tive uma festa de aniversário em toda minha vida […].

 

Quando saíram, Tony teve uma idéia. Perguntou ao proprietário da confeitaria se Agnes ia lá todas as noites, e, quando ele disse que sim, convidou-o a participar de uma conspiração para organizar uma festa surpresa. Até a esposa do proprietário se envolveu. Juntos, arrumaram um bolo, velas de aniversário e decoração para que festejassem com Agnes, que para Tony não passava de uma completa estranha. Na noite seguinte, quando ela entrou, todos gritaram: “Surpresa! Surpresa!” – e Agnes não podia acreditar no que seus olhos estavam vendo. Os fregueses da confeitaria cantaram e ela começou a chorar tanto que mal conseguiu soprar as velinhas. […] Em seguida, ela saiu carregando seu bolo como se fosse um tesouro.

Tony conduziu os convidados em um momento de oração por Agnes e o proprietário da loja disse que não fazia a menor idéia de que Tony fosse um pregador e pastor. E então perguntou a Tony de que tipo de igreja ele era. Tony respondeu que era de uma igreja em que se dão festas de aniversário para prostitutas às 3:30 horas da madrugada. O homem não podia acreditar. “Não, isso não é possível. Não existe uma igreja assim. Se existisse, eu me juntaria a ela. É, com certeza eu faria parte de uma igreja desse tipo”.

 

Extraído do Livro A Mensagem secreta de Jesus, de Brian McLaren