Arquivo da tag: Caio Fabio

Prefácio (01) – Caio Fábio para Robinson Cavalcanti

robinson_cavalcanti8Início neste blog uma categoria chamada Prefácio, que terá como objetivo apresentar os prefácios escritos de alguns livros. Quando alguém escreve o prefácio de um livro, esta dizendo que corrobora, que aposta nas palavras do escritor em questão, que valida e autêntica as idéias difundidas no texto.

 

O 1º dessa categoria é o livro escrito por Dom Robinson Cavalcanti, é da Série Congresso Vinde, o livro é Igreja: Agência de Transformação Histórica, escrito em 1987 publicado pela Editora Sepal. A foto ao lado é de Robinson e retirei da contra-capa do livro.

 

Quem escreve o prefácio deste é Caio Fabio, que relata como conheceu Robinson Cavalcanti e de sua importância e contribuição para a igreja nacional. Segue o texto.

—————

 

Conheci pessoalmente o prof. Robinson em 1978, no Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, no Recife, panfletando o auditório com o folheto do MCDC – Movimento Cristão Democrático de Centro. Depois desse primeiro encontro tive a feliz oportunidade de estreitar laços com o Robinson através de um amigo comum o Rev. João Campos. Foi nessa ocasião que estivemos juntos várias vezes no programa de TV do João Campos, na TV Jornal do Comércio e na Educativa de Recife.

 

Também foram muitas as ocasiões que nos encontramos numa reunião de oração que há 3 vezes por semana na 1º igreja Batista daquela cidade. Saíamos dali e íamos tomar café com leite acompanhado de um delicioso queijo derretido num pequeno bar perto da Igreja. Era ótimo.

 

Mas foi em 1979 que meu relacionamento com o Robinson começou a amadurecer. Estivemos juntos, naquele ano, no Geração 79, como preletores dos grupos de quinhentos e em Lima, no Peru, como delegados do Brasil no CLADE – Congresso Latino Americano de Evangelização.

Quando voltamos do CLADE nos reunimos no Recife – Robinson, Valdir Steuernagel e eu – na casa do Robinson, para pensarmos e sonharmos com o CONE – Congresso Nacional de Evangelização.

O CONE virou CBE e aconteceu em Belo Horizonte em outubro de 1983. infelizmente o Robinson não pode participar. Obviamente que a vida e o ministério do Prof. Robinson tem perspectivas e projeções bem mais amplas do que essas que eu acabei de mencionar. Aliás, esse brevíssimo histórico é mais resultado de um certo saudosismo de minha parte do que qualquer possível significado mais profunda para terceiros.

 

Escrever sobre certas recordações particulares são caprichos a que se permite, eventualmente, todo editor. No entanto, devo dizer, à bem da realidade, que o ministério do Robinson tem sido um dos mais profícuos na Igreja brasileira. Foi ele quem “bateu o pé” durante anos – um tanto solitariamente – acerca da “Missão Integral da Igreja”. Foi ele também quem denunciou de maneira veemente a alienação da Igreja em relação ao “dado social concreto”. Foi ele também quem reclamou da igreja uma participação política no “conjunto das decisões sociais”. Foi ele também um dos primeiros a sugerir que a “Teologia da Libertação” não tinha que ser o caminho único daqueles que desejassem olhar para a realidade humana concreta com solidariedade e compaixão engajada.

 

Por tudo isso o Robinson foi, as vezes, chamado pela direita de esquerdista e pela esquerda de direitista. Foi também considerado progressista pelos conservadores e retrógrado pelos Liberais.

Foi por isso e por mais algumas coisas que passei a admirar profundamente o Robinson. Gosto das pessoas que não cabem em definições e estruturas fixas. Considero bastante toda gente que dá nó na cabeça dos rotuladores profissionais.

 

Durante esses anos o Robinson passou também por tempos difíceis. Mas Deus lhe deu graça.

No presente momento sinto-me feliz e honrado em poder oferecer à Igreja de Cristo no Brasil este texto do Prof. Robinson. Creio, realmente, que apesar de conciso e leve, a contribuição que este livro trará ao povo de Deus neste país, será imensa. Especialmente para aquelas pessoas que desejam rever conceitos e re-enfocar sua própria vida e ministério na perspectiva de existirem de modo contributivo, participativo e revolucionário.

 

Que Deus continue abençoando o Robinson, a Miriam e ao pequeno Dudu.

Que Deus abençoe a você!

 

Rev. Caio Fábio D’ Araújo Filho

(1987)

 

Suhett, o bispo do amor retorna ao seu 1º amor

 

 

Meu amigo Fabio Fino diz que eu tenho um gosto musical estranho e esquisito, segundo ele como alguém pode gostar do grupo Elo, Vencedores por Cristo, Janires / Rebanhão e Sérgio Pimenta e ao mesmo tempo gostar das músicas do conjunto Voz da Verdade e também de um tal de Renato Suhett. A resposta mais ácida que eu poderia dizer é o ditado popular que diz que “gosto musical é igual pescoço, cada um tem o seu”. Mas ainda vou arriscar a responder em poucas palavras, minha adolescência foi ouvindo essas peças, mesmo que o Fabio insista que Suhett e Voz da Verdade sejam os bregas da musica cristã. Seus hits fizeram e ainda fazem sucesso em alguns guetos evangélicos.

 

Entretanto gostaria de falar de Renato Suhett, que no inicio da década de 90 era abaixo do Edir Macedo, a figura mais importante dentro da Igreja Universal do Reino de Deus. Era conhecido como o bispo do amor. Suhett foi o fundador da Line Records, o primeiro álbum desta gravadora foi dele próprio que na época estourou nas rádios com sua principal música título do LP Tantos Caminhos (foto da contra-capa abaixo). Naquela época ele até gravou uma versão da música Hotel Califórnia, com o nome de A Resposta em seu segundo LP (foto acima) chamado Última Lágrima.  Ele saiu da Igreja Universal, viveu um tempo nos EUA e de volta ao Brasil gravou um álbum pela gravadora MK Publicitá e depois criou a “Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo” e nos últimos tempos fez uma mistura de dito evangelho com práticas esotéricas e mudou o nome da igreja para “1º Igreja Evangélica Esotérica do Senhor Jesus Cristo”. 

Sobre antes de ele abrir a igreja, Caio Fabio tinha contato com ele e respondendo uma carta sobre a igreja Esotérica, Caio disse assim em seu site:

Eu só ouvia as histórias dos exageros…

Então 98 caiu sobre mim como uma montanha de fogo!

Fiquei dois anos fora. Mas quando voltei ele estava atrás de mim; e foi muito grato, amigo, e solidário. E me procurou algumas vezes; sendo que numa delas fui fazer um lanche na casa dele; que a essa altura era vizinha da minha num condomínio em Itaipu-Niterói.

Entretanto, mais por culpa minha, não pude continuar a encontrar com ele. Até que perdemos o contato. Faz um mês, todavia, que alguém me disse algo acerca do que ele havia feito com a “igreja dele”; e mais: que ele havia se tornado também um funkeiro de estilo, e que estava fazendo shows na noite. Mas o que chamou a atenção da pessoa é que ele parecia meio surtado.

Ouvi, me entristeci por ele, orei, e pedi a Deus que lhe trouxesse de volta à sensatez!

Portanto, o que tenho a dizer é uma só coisa:

Quem não tem fundamento na Palavra do Evangelho, fica assim, à mercê de todos os ventos de doutrina, de toda invenção, e aberto para todo sincretismo.

Assim, o pobre Renato, saiu de um alçapão e abriu para si uma gaiola!”

A resposta completa pode ser vista nesta carta resposta no site do Caio

Independente de suas atitudes teológicas estranhas, seja na igreja Universal ou em sua igreja esotérica, eu sempre gostei de suas músicas melancólicas e as de batidas e arranjos com sua guitarra. Cerca de uns dois ou três anos atrás conheci uma pessoa que freqüentava uma loja maçônica e quando ele ficou sabendo que eu gostava das músicas do Suhett, ele disse que ia comentar com ele, pois Suhett estava freqüentando as reuniões da loja, qual não foi minha surpresa e alegria que da outra vez que encontrei este amigo, ele me entregou o novo CD do Renato Suhett que tinha enviado para mim, ao saber que eu gostava de suas músicas.

 

Enfim, mas o que me faz escrever agora sobre ele? Esta semana consegui adquirir um cartão de 2 gigas para o palmtop e neste feriado de 1º de maio estava eu em casa baixando vídeos do Youtube para assistir no Palm, quando fiz uma pesquisa sobre o nome do Renato Suhett para ver se novos vídeos musicais estavam disponíveis na net, eis a minha surpresa quando encontro dois vídeos de testemunhos dizendo que “Renato Suhett fechou a sua igreja e volta para a Igreja Universal” no vídeo gravado no templo do Brás, onde o próprio Renato “dominava” há mais de uma década atrás, ele esta agora sendo entrevistado pelo bispo Romualdo, em que diz que se arrepende de ter saído da Igreja Universal, diz que o bispo Macedo sempre o considerou um filho e ainda disse que para os que saíram da Universal por causa dele, que voltem para a casa, igual fez ele. Uma entrevista pode ser lida aqui e os vídeos aqui.

 

Bom, para fechar esse post, não creio que ele volte como bispo ou consiga chegar perto do posto que ocupava antes na Igreja Universal, aliás ele mesmo diz que esta apenas assistindo os cultos e quer apenas a salvação, gosta de estar no altar e naturalmente voltar a tocar. Certo ou errado em voltar para a IURD, seja por um motivo sincero (algumas comunidades no Orkut já dizem que ele voltou pois esta falido financeiramente), independente de seu futuro, se ele vai continuar na Universal ou não, ou se ele vai atuar, espero que pelo menos ele volte a gravar pela Line Records, tocar e lançar seus CD’s algo que ele faz muito bem, em meu gosto musical.

 


Contra-capa do LP 001 da Gravadora Line Records,
disco Tantos Caminhos de Renato Suhett de 1991

Paul Anderson-Walsh no Caminho da Graça

  paul22.jpg

Neste domingo, dia 24 de fevereiro, atravessei a cidade de trem e metrô e fui pela primeira vez visitar o Caminho da Graça em São Paulo. Apesar de já conhecer alguns irmãos de lá, fazia tempo que eu queria conhecer o local e participar de uma celebração. Escolhi esta data, quando vi que Paul Anderson estaria falando no Caminho. Assim, como diz o ditado popular, mataria dois coelhos com uma cajadada só, ou seja, conheceria o Caminho e voltaria a ouvir o Paul. Fui recebido com muito carinho pelos irmãos Carlos e Paulo.

Em 2006, ouvi e vi Paul Anderson pela 1º vez no lançamento do livro A Piedade pervertida do prof. e pastor Ricardo Gouveia, pela Editora Igrapho. Neste mesmo dia a editora estava lançando mais dois livros, um do Caio Fabio e outro de um inglês chamado Paul Anderson. Neste dia, ele fez um resumo do livro Conspiração Bonsai. Alguns dias depois pude estar com ele novamente, em uma palestra na Editora Vida, sobre nossa identidade em Cristo. Paul fala com simplicidade e alegria. Apesar de falar em inglês, sua expressão de olhar irradia amor. E sua principal mensagem é esta: Deus é amor, nada mais e nada menos que amor, e temos que refletir esse amor de Deus para as pessoas.

Depois que Paul voltou para a Inglaterra, adquiri os seus dois livros, ou melhor, adquiri o Conspiração Bonsai e ganhei de minha amiga Sarah o São e Salvos, o 1º de uma trilogia que tem por título, Até que Cristo seja formado em vós. Esta semana ele voltou ao Brasil para lançar o 2º livro da trilogia, o título é O Aprendiz. Foi muito bom ver e ouvir Paul Anderson novamente, não só a impressão, mas o fato é real de que saímos renovados de esperança e que somos a face visível de Cristo no Reino de Deus nesta terra. Hoje já li as primeiras 50 páginas de seu novo livro, e pelo visto vai ser mais um dos poucos livros que considero um verdadeiro manual de crescimento para a vida em Cristo.

 

 Paul fundou e dirige o Projeto Graça em Londres, onde através de reuniões, seminários e palestras, permitem as pessoas descobrirem exatamente o significado das Boas Novas e a descobrir sua real identidade em Cristo.