O Compromisso da Cidade do Cabo

O Documento final do III Congresso de Lausanne, foi denominado “O Compromisso da Cidade do Cabo”. Expressa o resultado do que aconteceu antes, durante e depois do Terceiro Congresso Lausanne sobre Evangelização Mundial, ocorrido na Cidade do Cabo, África do Sul, em novembro de 2010.  Foi escrito por uma equipe de teólogos de diversas partes do mundo, entre eles os brasileiros Valdir Steuernagel e Rosalee Veloso. No Brasil o documento foi impresso e editado por Ultimato e Encontro Publicações. A apresentação brasileira foi escrita por Valdir Steuernagel que é membro da diretoria internacional de Lausanne.

Teologia Latino Americana

Hoje me chegou pelo correio, duas raras aquisições. A primeira, uma edição do último Boletim Teológico impresso publicado pela Fraternidade Teológica Latino Americana (FTL) setor Brasil. Edição 29 do ano de 1997.

A segunda encomenda chegou de São Leopoldo (EST), o último exemplar que existia a venda do livro A Teologia Contemporânea na América Latina e no Caribe, publicado em 2008. Neste livro existe um texto de Orivaldo Pimentel Lopes Junior acerca da FTL e sua atuação no nordeste do Brasil.

 

Editoras evangélicas – link`s

Escolhendo livro do Rubem Alves no meio de muita coisa boa

Amigos visitantes deste blog, esta chegando o natal e muitos gostam de presentear amigos e parentes, para mim um grande presente é um livro.

Fiz uma lista de quase 40 editoras cristãs com conteúdo diversificado e amplo, a variedade do mundo evangélico (ou fauna como diria Gedeon de Alencar) é gigante, muitas editoras,  gostos e desgostos para todos, também incluo 3 editoras católicas que já li muitos livros  interessantes e já consagradas por grandes títulos.

Muitas editoras com ligação direta a alguma denominação/igreja, outras empreendimentos comerciais gigantescos, outras pessoais, algumas com décadas de existência, outras com menos de um ano. De todo esse universo de editoras (evangélicas e católicas) cabe o leitor pesquisar, analisar, balizar e ver o que vale a pena comprar ou não, cada um tem seu interesse em algum assunto específico. Caso esqueci de alguma o leitor pode ficar a vontade e continuar a indicação nos comentários deste post. Em breve quero fazer uma outra lista com os seminários e faculdades teológicas.

Boa escolha e boa leitura.

Editora Ultimato

Editora Mundo Cristão

Editora Garimpo

Editora Reflexão

Editora Igrapho

Editora W4

Editora Fiel

Editora Vida Nova

Editora Vida

Editora Tempo de Colheita

Editora Doxa

Editora CPAD

Editora Fonte Editorial

Editora Cultura Cristã

Editora Vozes

Editora Paulus

Editora Paulinas

Editora Os Puritanos

Editora Abba Press

Editora Descoberta

Editora Esperança

Editora Sinodal

Editora Encontro Publicações

Editora AD Santos

Editora Hagnos

Editora Arte Editorial

Editora Danprewan

Editora ABU

Editora dos Clássicos

Editora Thomas Nelson

Editora JUERP

Editora PES

Editora MK

Editora Batista Regular

Editora Logos

Editora Atos

Editora Pendão Real

Editora Vida Cristã

Editora Casa Nazarena

Editora Monergismo

Acessório “cool” para o nosso lado espiritual

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Esse fim de semana de páscoa, fui para a chácara de amigos. Eu tinha acabado de ler o ótimo livro A Mensagem secreta de Jesus do Brian McLaren, e já comecei nesse fim de semana a ler o livro Chamado Radical da Bráulia Ribeiro, presidente da JOCUM – Jovens com uma missão – eu sempre gostei dos escritos dela em artigos que vejo dela nas revistas Ultimato e Eclésia. Hoje mesmo devo terminar o livro que tem 176 páginas.

 

Deixo aqui um trecho do livro:

 

“Hoje, as pessoas não se interessam por um livro que não seja de auto-ajuda. Vivemos numa sociedade hedonista, voltada para o eu e unicamente para ele. Até mesmo Deus, salvação, evangelho, religião, são meros acessórios da nossa área pessoal “espiritual”. Temos advogados para as questões jurídicas, mecânicos para o carro, parceiros para sexo, esteticistas e cirurgiões plásticos para o nosso look, e temos Jesus como um acessório cool para o nosso lado espiritual. Saia dessa! A sociedade hedonista mente sobre a felicidade. A verdadeira felicidade só se encontra quando nos despimos de nós mesmos e nos voltamos para o outro.”

 

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Nunca tive uma festa de aniversário

festa

 

Meu amigo Tony Campolo […] se encontrava em um local que tinha um fuso horário bem diferente e não conseguia dormir. Então, bem depois da meia-noite saiu perambulando até chegar a uma confeitaria. Algumas prostitutas locais também ali entraram no meio da madrugada, depois de suas atividades habituais. Lá ele não pôde evitar de ouvir uma conversa entre duas delas. Uma, chamada Agnes, disse à outra: “Sabe de uma coisa? Amanhã é meu aniversário. Vou fazer 39 anos. […] Nunca tive uma festa de aniversário em toda minha vida […].

 

Quando saíram, Tony teve uma idéia. Perguntou ao proprietário da confeitaria se Agnes ia lá todas as noites, e, quando ele disse que sim, convidou-o a participar de uma conspiração para organizar uma festa surpresa. Até a esposa do proprietário se envolveu. Juntos, arrumaram um bolo, velas de aniversário e decoração para que festejassem com Agnes, que para Tony não passava de uma completa estranha. Na noite seguinte, quando ela entrou, todos gritaram: “Surpresa! Surpresa!” – e Agnes não podia acreditar no que seus olhos estavam vendo. Os fregueses da confeitaria cantaram e ela começou a chorar tanto que mal conseguiu soprar as velinhas. […] Em seguida, ela saiu carregando seu bolo como se fosse um tesouro.

Tony conduziu os convidados em um momento de oração por Agnes e o proprietário da loja disse que não fazia a menor idéia de que Tony fosse um pregador e pastor. E então perguntou a Tony de que tipo de igreja ele era. Tony respondeu que era de uma igreja em que se dão festas de aniversário para prostitutas às 3:30 horas da madrugada. O homem não podia acreditar. “Não, isso não é possível. Não existe uma igreja assim. Se existisse, eu me juntaria a ela. É, com certeza eu faria parte de uma igreja desse tipo”.

 

Extraído do Livro A Mensagem secreta de Jesus, de Brian McLaren

Livros afiados e cortantes

Afirmações diretas e declarações dogmáticas podem se transformar em mero blá-blá-blá religioso que não tem o poder de nos sacudir e desafiar da maneira que precisamos. Kafka escreveu a seu amigo Oskar Plook em 1904: “Acho que devemos ler somente livros afiados e cortantes. Se o livro que estivermos lendo não nos sacudir como se levássemos um soco no esqueleto, por que haveríamos de nos preocupar em lê-lo?”.

 

Trecho da página 30 do livro Meu legado espiritual de James Houston

 

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Mais histórias da Conde e livros p/ 2009

livros

Já fazia tempo que eu queria comprar a obra de Flavio Josefo, História dos Hebreus, a CPAD juntou tudo num mega livro de mais de 1500 páginas, só me faltava à coragem de desembolsar 110,00 reais para comprar o livro.  Semana passado fui na Meca evangélica – Conde de Sarzedas.

 

Toda vez que vou lá saio com a sensação de que estou num mundo diferente, lembro uma vez que fui com meu amigo Fabio Fino, ele não conhecia o local eu disse que ele iria achar no mínimo diferente. Eu e ele andando por uma das galerias de lojas, eis que senão quando encontramos um réplica enorme da Arca da Aliança (aquela mesma que ficava no lugar Santo dos Santos, aquela que Indiana Jones está procurando até hoje) quando vimos a arca ali sendo vendida ficamos a pensar, quem compraria uma réplica da arca ? Muita gente em volta olhando e o mais cômico da história foi quando o Fabio estendeu a mão para tocar a arca. Eu pulei em cima dele e gritei que não podia tocar na arca senão seria fulminado igual aconteceu quando Davi trazia a arca para Jerusalém e Uzá foi querer dar uma ajuda para a arca não cair quando os bois que traziam ela tropeçaram (II Samuel cap 5). O pessoal que tava em volta ninguém entendeu nada, apenas uma pessoa que entendeu a relação da piada deu uma risada. Eu e o Fabio saímos de lá chorando de rir. Ainda vou ligar para os rabinos ortodoxos de Jerusalém para virem buscar a arca aqui na Conde de Sarzedas para o futuro templo.

 

Mas enfim, eu estava contando do livro que eu comprei lá, e quando entrei numa loja e perguntei o preço a atendente disse, custa R$ 103,00 a vista e R$112,00 dividido no cartão em até 3 vezes. Eu tinha uma nota de R$ 50,00 no bolso e disse que o resto iria passar no cartão débito. Peguei o livro e fui para o caixa, quando disse como eu iria pagar, o dono da livraria que estava recebendo disse que eu não podia pagar assim, ou tinha que ser tudo a vista ou tudo no cartão.

 

– Ahhh como assim ? Será que eu não tinha entendido direito ? repeti para ele a forma, ele disse que ficava complicado fazer a conta depois no caixa. Eu quase tive um infarto. Sem falar nada coloquei o livro de volta na prateleira e sai. O cara deixou de fazer uma venda de R$ 112,00 porque não conseguia fazer a conta da divisão do caixa depois ?

 

Segui a uma próxima livraria que aceitou minha forma de pagamento, uma nota de R$ 50,00 e ainda passei R$ 60,00 no cartão. Cada vez que eu vou lá na Conde venho com uma história nova. De tantas comédias que presenciei nessa rua, merecia uma séria de post’s para isso.

 

Resumindo, tudo isso para dizer sobre a lista dos livros que pretendo ler em 2009. Em 2008 foram 27 livros, neste ano próximo quero ver se mantenho a média.

 

01 – História dos Hebreus / Flavio Josefo

02 – A Bíblia em Ordem Cronológica

03 – Coleção de 10 livros sobre a história da igreja / Justo González (esses eu pego emprestado do meu irmão Maxwell que fez curso de história e tem a coleção)

04 – Repintando a Igreja / Rob Bell (entender mais sobre o movimento (isso se a palavra movimento couber aqui) Igreja Emergente)

05- Meu legado espiritual / James Houston (esse ganhei esses dias do Pavarini, nunca li nada do Houston e muita gente sempre me indicou ele, o presente veio em boa hora)

06 – Meditações para Maltrapilhos /  Brennan Manning (já li 4 livros dele, sempre vale a pena ler Manning)

07 – A Mensagem secreta de Jesus / Brian McLaren (esse ano li o Ortodoxia Generosa dele e pretendo ler esse outro dele)

08 – O Que Jesus disse ? e o que Jesus não disse? / Bart. D. Ehrman (li O Problema com Deus este ano deste autor e pretendo ler esse outro, apesar que já recebi conselhos de amigos para não ler esse tipo de literatura, teve um até que disse que eu ia virar ateu)

09 – Para Curar um Mundo Fraturado / Rabino Jonathan Sacks

10 – O Deus Im-potente / Paulo Roberto Gomes (esses dois últimos indicados pelo Gondim e pelo Pavarini)

 

Enfim essa é minha lista, pretendo no mínimo ler estes, no percorrer do ano se Deus quiser outros irão aparecer, mas a meta principal é esta lista, veremos daqui um ano se vou conseguir.

 

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40 livros comentados pelo professor Gouvêa

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Conheci o pastor / professor Ricardo Quadros Gouvêa em meados de 2005, nesta época participei com ele onde nos reuníamos aos domingos de manhã, um grupo de umas 15 ou 20 pessoas que se encontrava num Buffet, onde denominávamos Comunidade do Sumaré. Ouvíamos Ricardo explanar a bíblia, comentávamos, assistíamos vídeos, cantavamos, líamos poesias e trechos de livros. Nessa época por pouco mais de um ano, era raro o domingo que eu não estava lá, gostava de ouvir Ricardo, o encontro era sem a burocracia religiosa, sentávamos em roda e conversávamos, podíamos comentar ou perguntar durante a mensagem, era um bate-papo muito saudável que na época com certeza me fez crescer espiritualmente. Agradeço a Deus pela vida do professor Ricardo e por aquele tempo de ensino, descontração e alegria que ele partilhou conosco.

 

Escrevo tudo isso, para dizer que ele é articulista da revista Ultimato, e na última edição de nº 315, professor Ricardo publicou sua lista comentada do que ele considera ser os 40 livros que fizeram a cabeça do público evangélico nos últimos 40 anos. Na foto acima que fiz dele naquela época, foi um dos momentos que ele lia um trecho de um livro para nós nas reuniões, a foto é rara, pois foi a única vez que vi ele naqueles encontros de gravata rss…

 

Segue a lista escrita por ele abaixo:

 

Toda lista é pessoal, e esta não é uma exceção, mas busquei seguir aqui critérios objetivos: livros que foram campeões de vendagem, citados e debatidos, que influenciaram e continuam influenciando os evangélicos brasileiros, livros muito lidos com alto índice de rejeição, e também os que hoje estão operando uma mudança paradigmática na cultura evangélica contemporânea. Escolhi no máximo um livro por autor e procurei incluir alguma diversidade cultural e de gênero literário, bem como denominacional e teológica, sem que isso nos tirasse do projeto original: listar os quarenta livros que, nos últimos quarenta anos, fizeram a cabeça do povo evangélico brasileiro. Ordenei a lista por ordem de importância: dos livros mais influentes aos menos influentes dentre os quarenta selecionados, independentemente da data. Divirta-se concordando ou discordando, corrigindo meus equívocos e fazendo sua própria lista.

 

1. “Mananciais no Deserto” — Lettie Cowman [Betânia]

Não há outro livro mais amado pelos evangélicos brasileiros. Este campeão de vendagem é um livro de leituras devocionais diárias que conquistou nosso país. O livro é, de fato, bom, mas desconfio que a tradução deu uma mãozinha.

2. “Uma Igreja com Propósitos” — Rick Warren [Vida]
O maior “best-seller” evangélico de todos os tempos é uma catástrofe literária. É ainda difícil calcular o dano que esta obra equivocada causou e ainda irá causar, com sua filosofia de ministério inteiramente vendida ao “Zeitgeist”, propondo a homogeneização das igrejas e um pragmatismo de dar medo.

3. “A Quarta Dimensão” — David Paul Yonggi Cho [Vida]
Este livro fez mais pelo movimento pentecostal no Brasil do que qualquer televangelista. O testemunho bem escrito do pastor coreano que vive cercado de milagres causou “frisson” até mesmo nos grupos mais conservadores. Seu modo de ver a vida com Deus e o ministério marcaram as últimas décadas.

4. “A Agonia do Grande Planeta Terra” — Hall Lindsay [Mundo Cristão]
Calcado no pré-milenismo dispensacionalista de Scofield, este “best-seller” apocalíptico empolgou os profetas do fim do mundo no Brasil, com sua interpretação literalista imprudente e seu patriotismo norte-americano acrítico. Lindsay foi o arauto de três décadas das mais absurdas especulações escatológicas em nossas igrejas.

5. “O Ato Conjugal” — Tim e Beverly La Haye [Betânia]
Sexo é um assunto importante, e o povo ansiava por uma orientação em face da revolução sexual dos anos 60. Daí o sucesso de um livro bem escrito como este, didático e conservador, ao gosto da moral evangélica, mas sem ser inteiramente obtuso. Mesmo assim, muitos o chamaram de pornográfico. Nada mais injusto.

6. “Este Mundo Tenebroso” — Frank Peretti [Vida]
A ficção convence mais rápido. Revoluções acontecem inspiradas por romances, e não por tratados filosóficos. Peretti, com seu horror cristão, nos ensinou o significado da batalha espiritual nos anos 80, reencantou o submundo evangélico, inspirou pregadores e, o que não é nada ruim, motivou muitos adolescentes a ler obras de ficção bem melhores.

7. “A Morte da Razão” — Francis Schaeffer [ABU]
A intelectualidade evangélica adotou este livro como alicerce nos anos 70, para enfrentar o existencialismo, o movimento “hippie”, o marxismo e a contracultura em geral. O livro convencia que o cristianismo não era incompatível com o estudo e a reflexão. É um pena que Schaeffer estivesse tão equivocado em suas idéias centrais.

8. “Celebração da Disciplina” — Richard J. Foster [Vida]
Este clássico da espiritualidade cristã, escrito por um quacre, fez um tremendo sucesso no Brasil a partir dos anos 80. É excelente, mas será que todos que o compraram de fato o leram? Gostaria de perceber uma maior influência das idéias de Foster em nosso povo, mais oração, silêncio, calma, estudo, empenho, enfim, disciplina espiritual.

9. “De Dentro para Fora” — Larry Crabb [Betânia]
Os livros devocionais evangélicos de viés psicológico ou de auto-ajuda são os títulos que mais vendem. Dentre eles, alguns se destacam não só por serem campeões de vendagem, mas porque são os melhores do gênero. Crabb é o melhor autor do gênero e este é seu melhor livro, que impactou o nosso povo nos anos 90.

10. “Louvor que Liberta” — Merlin R. Carothers [Betânia]
Este pequeno e poderoso manifesto em forma de testemunho revolucionou, nos anos 70, o louvor e a adoração no Brasil. O bom capelão ensinou a todos nós a espiritualidade da adoração, o poder do louvor, impulsionando as guerras litúrgicas que marcariam a vida de nossas comunidades a partir de então.

11. “Vivendo sem Máscaras” — Charles Swindoll [Betânia]
Outro “best-seller” devocional dos anos 90, de viés psicológico e de auto-ajuda, com o vigor característico das obras de Swindoll, escritas a partir de suas pregações. Muitos se sentiram não apenas edificados, mas tocados e transformados.

12. “A Cruz e o Punhal” — David Wilkerson [Betânia]
Outro opúsculo dos anos 70 que, na forma de um testemunho pessoal, inspirou os jovens evangélicos a uma fé mais comprometida. Curiosamente, não levou as igrejas a um investimento em missões urbanas, idéia que permeia todo o livro. Talvez o Brasil evangélico dos anos 70 não estivesse pronto para missões urbanas.

13. “Crer é Também Pensar” — John Stott [ABU]
Stott é um ícone no Brasil, um nome respeitado pela sua erudição e sua notável produção literária, apesar de estar invariavelmente sob suspeita de heresia pelos mais neuróticos. O fato é que a qualidade de seus livros varia. Seu excelente “Ouça o Espírito, Ouça o Mundo” merece mais atenção. Já o opúsculo selecionado, tão conhecido desde os anos 70, não tem muito a dizer além do título.

14. “O Senhor do Impossível” — Lloyd John Ogilvie [Vida]
Outro devocional que emplacou no Brasil nos anos 80, não sem méritos. É o maior sucesso do autor, ainda que inferior a “Quando Deus Pensou em Você”, que o antecedeu. O livro estimula a fé e nos faz mais esperançosos, apesar da teologia rasa.

15. “A Família do Cristão” — Larry Christenson [Betânia]
Antes de Dobson e tantos outros, Christenson já era “best-seller” nos anos 70. Pioneiro entre os que se pretendem auxiliares da vida familiar cristã, ele foi estudado nos lares por grupos e células, em escolas dominicais etc. Sua eficácia é comprovada.

16. “O Jesus que Eu Nunca Conheci” — Philip Yancey [Vida]
Os anos 90 assistiram ao aparecimento de um dos mais argutos e estimulantes autores evangélicos de todos os tempos: o audaz Yancey, que começou a apontar para o paradigma emergente em livros como “Alma Sobrevivente”, “Descobrindo Deus nos Lugares mais Inesperados”, “Maravilhosa Graça”, “Rumores de Outro Mundo”, “Decepcionado com Deus” e tantos outros livros excelentes. E o mais conhecido e lido parece ser mesmo “O Jesus que Eu Nunca Conheci”.

17. “O Discípulo” — Juan Carlos Ortiz [Betânia]
Poucos livros foram tão impactantes nos anos 70 quanto esta obra que, excepcionalmente, não vinha do mundo anglo-saxão, mas da Argentina. Por isso mesmo, Ortiz tinha uma outra linguagem, um discurso que convencia os jovens brasileiros da seriedade e do valor de se tornar mais do que um mero freqüentador de igrejas, um genuíno discípulo de Cristo.

18. “Bom Dia, Espírito Santo” — Benny Hinn [Bompastor]
O neopentecostalismo brasileiro é, em grande parte, de inspiração norte-americana. Talvez o nome mais importante nesse processo seja o do “showman” evangélico Benny Hinn, que desde os anos 90 assombra os norte-americanos pela televisão com seus feitos espetaculares. Mesmo quem não o leu conhece sua influência no Brasil.

19. “O Refúgio Secreto” — Corrie Ten Boom [Betânia]
O testemunho desta nobre senhora holandesa encantou também o Brasil, onde seu livro foi um grande sucesso nos anos 70. Suas aventuras durante a Segunda Guerra Mundial, sob o pano de fundo de sua educação em um lar cristão, são comoventes e inspiradoras.

20. “A Autoridade do Crente” — Kenneth Hagin [Infinita]
Hagin foi um divisor de águas no mundo evangélico, pois desde sua influência os crentes “tomam posse”, “determinam”, “amarram” e “exigem”. Uma nova forma de falar se fez presente, o que gerou muitas novas piadas também.

21. “Entendes o que Lês?” — Fee e Stuart [Vida Nova]
Que bom que um livro sério como este foi tão lido e estudado no Brasil. Trata-se de um compêndio de hermenêutica bíblica sem complicações, em linguagem acessível, adotado por quase todos os seminários e estudado até mesmo nas EBD’s e pequenos grupos. Este livro fez muito pela educação bíblica dos evangélicos brasileiros.

22. “Culpa e Graça” — Paul Tournier [ABU]
Não há, com raras exceções, psicólogo cristão que não considere este livro um fundamento e um marco do pensamento cristão. Mas ele não se limita a isso, tendo tido considerável influência na teologia evangélica brasileira nos anos 90, preparando nosso povo para o paradigma emergente do século 21.

23. “Novos Líderes para Uma Nova Realidade” — Caio Fábio D’Araújo Filho [Vinde]
Este opúsculo foi, se não o mais lido, certamente o mais importante dos numerosos livrinhos do pastor Caio Fábio, fenômeno de popularidade no Brasil nos anos 80 e 90, pastor midiático, influente, contundente, imitado, adorado e odiado. Caio nos ensinou a ver as coisas de outro jeito, e seu legado não vai desaparecer.

24. “Vida Cristã Normal” (ou “Equilibrada”, na reedição) — Watchman Nee [Editora dos Clássicos]
O controverso evangelista e autor chinês Nee teve muita influência nos anos 70 e 80, com sua visão mística do que significa ser um cristão evangélico conservador. Este livro foi seu maior sucesso, um comentário de Romanos, ainda que seu livro mais objetivo e claro seja “A Liberação do Espírito”.

25. “É Proibido” — Ricardo Gondim [Mundo Cristão]
Gondim é um dos melhores e mais polêmicos autores evangélicos contemporâneos. Seus livros, como Eu Creio, Mas Tenho Dúvidas, O que os Evangélicos (Não) Falam, Orgulho de Ser Evangélico, são sempre interessantes. Nenhum, porém, foi tão influente e marcante como “É Proibido”, um verdadeiro libelo anti-legalista.

26. “Conselheiro Capaz” — Jay Adams [Fiel]
Adams era uma pessoa muito simpática. Sua escola de aconselhamento cristão é muito antipática. Diferentemente de Crabb, por exemplo, problemas emocionais têm origem fisiológica ou pecaminosa. Por isso, é preciso confrontar as pessoas e insistir na mudança do seu comportamento. Foi um sucesso nos anos 80. Haja behaviorismo!

27. “Quebrando Paradigmas” — Ed René Kivitz [Abba Press]
Este livro foi decisivo para que os evangélicos brasileiros começassem a enxergar a outra margem do rio, a margem pós-evangélica do paradigma emergente. Kivitz é um autor surpreendente e notável, de mente dinâmica e arejada, que propõe importantes rupturas e renovações, como em seu outro livro “Outra Espiritualidade”.

28. “O Amor Tem Que Ser Firme” — James Dobson [Mundo Cristão]
O conhecido “Dr. Dobson” é pensador e autor de grandes qualidades e grandes defeitos. Seus livros, como “Educando Crianças Geniosas”, ajudam famílias e promovem uma espécie de teologia aplicada que merece atenção. Há, porém, muito que não se deveria levar a sério, já que vai contra o que há de mais consagrado na psicologia moderna.

29. “Supercrentes” — Paulo Romeiro [Mundo Cristão]
O autor de “A Crise Evangélica” tem talento e tem algo a dizer. Seus textos, especialmente o famosos “Supercrentes”, têm apontado para os exageros e enganos de muitas posturas comuns no meio evangélico contemporâneo.

30. “Cristianismo e Política” — Robinson Cavalcanti [Ultimato]
Trata-se de um clássico. Este livro está nas origens de toda reflexão política evangélica. Robinson é importante por outras questões, como seus livros sobre sexualidade (“Uma Bênção Chamada Sexo”, “Sexualidade e Libertação”), mas sua contribuição permanente é o estímulo que deu à reflexão política evangélica.

31. “O Evangelho Maltrapilho” — Brennan Manning [Mundo Cristão]
Não há outro autor mais importante no meio evangélico nos últimos dez anos do que Brennan Manning. Seus livros devocionais, como “O Impostor que Vive em Mim”, “A Assinatura de Jesus”, “O Obstinado Amor de Deus”, estão transformando radicalmente a maneira como os evangélicos entendem a vida cristã. Eu fico muito grato.

32. “O Pastor Desnecessário” — Eugene Peterson [Mundo Cristão]
Peterson é muito estimado no meio evangélico brasileiro e um dos autores mais bem avaliados dos últimos tempos. Responsável por projetos como “The Message” (excelente paráfrase bíblica), tem nos galardoado com obras como “Corra com os Cavalos”, “A Oração que Deus Ouve”, “A Vocação Espiritual do Pastor”, “Transpondo Muralhas”, entre outros. Selecionei o que talvez seja o mais importante.

33. “Poder Através da Oração” — E. M. Bounds [Batista Regular]
Nos anos 70, quando não havia ainda bons livros sobre oração, como o de Richard Foster ou o de Eugene Peterson, os livros de Bounds sobre oração circulavam de mão em mão, trazendo avivamento às igrejas. Hoje Bounds está quase esquecido. Quase.

34. “Cristo é o Senhor” — Dionísio Pape [ABU]
No fim dos anos 60 e começo dos anos 70, o nome de Pape se destacava pela espiritualidade, profundidade e sucesso ministerial. Seu opúsculo “Cristo é o Senhor” levou muitos à consagração e ao ministério.

35. “O Caminho do Coração” — Ricardo Barbosa [Encontro]
Barbosa (junto com Osmar Ludovico, James Houston e outros) é responsável pelo retorno ao interesse pela mística cristã em nosso país. Seus livros nos ensinam uma outra atitude não somente em relação à vida, mas também em relação à teologia. Uma atitude contemplativa.

36. “O Novo Testamento Interpretado” — R. N. Champlin [Hagnos]
Não privilegiei obras teológicas e comentários bíblicos nesta lista porque tais livros, em geral, não vendem bem e sua influência é pequena. Uma exceção precisava ser feita em relação ao favorito das bibliotecas. O empenho exaustivo de Champlin precisava ser lembrado, pois ainda vende bem e é o comentário primordial dos evangélicos.

37. “Icabode” — Rubem Martins Amorese [Ultimato]
Este livro pode não ter sido tão lido quanto é citado, mas definiu um novo tipo de reflexão cristã no Brasil, que propõe diálogo com a cultura em outro nível que não o da evangelização, e sim o da discussão de valores e princípios que podem levar nossa sociedade para um patamar melhor ou pior. É uma boa influência.

38. “A Bíblia e o Futuro” — Anthony Hoekema [Cultura Cristã]
Este estudo do Apocalipse cresceu em importância no Brasil em uma época em que quase não havia obra que fizesse uma defesa do amilenismo, apesar dos pouco conhecidos esforços de Harald Schally. O livro provocou conversões em massa a partir dos anos 80, e a escatologia nunca mais foi a mesma no Brasil.

39. “Cristianismo Puro e Simples” — C. S. Lewis [Martins Fontes]
Também conhecido como “Mero Cristianismo”, a busca de Lewis pelo denominador comum da fé cristã impacta brasileiros desde os anos 70. Seleciono o livro simbolicamente, já que Lewis não poderia ficar de fora, seja por causa de “Os Quatro Amores”, “Milagres”, “Cartas do Inferno” ou “As Crônicas de Nárnia”.

40. “A Mensagem Secreta de Jesus” — Brian D. McLaren [Thomas Nelson]
Em 2007 o leitor evangélico brasileiro foi surpreendido por este livro do mesmo autor de “Uma Ortodoxia Generosa”. Fiquei admirado ao ver como todos passaram a conhecer e a comentar a obra de McLaren, que representa melhor do que ninguém o paradigma teológico evangélico emergente. Não dá pra não ler.

 

Leituras no trem

tremAtualizei a lista de livros lidos este ano. Mais cinco para a conta. Três ganhos do amigo Sérgio Pavarini. Sobre A vida e morte de João Calvino, foi emprestado pelo amigo pastor Filippo Blancato da IPI, e o outro, A Cabana indicado pelo Pavarini e pelo Ricardo Gondim em seu site. 80% da leitura deles realizada nos trens da CPTM no ida e volta de casa para o escritório. Se eu comprar um carro a leitura vai diminuir muuito rss…

 

Espiritualidade Bíblica

Autores: R. Paul Stevens / Michael Green

(Editora Palavra, 280 páginas)

 

Fé e Descrença

Autora: Ruth Tucker

(Editora Mundo Cristão, 236 páginas)

 

A Vida e a morte de João Calvino

Autor:  Theodoro de Beza

(Editora LPC Publicações, 136 páginas)

 

O que estão fazendo com a igreja

Autor: Augustus Nicodemus

(Editora Mundo Cristão, 201 páginas)

 

A Cabana

Autor: William P. Young

(Editora Sextante, 236 páginas)

 

Lista completa pode ser vista aqui

 

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Conhaque e frutas secas: União com Deus

Logo depois que Hayley e eu nos casamos, percebi pela primeira vez o significado do conceito de entregar-se a Deus. Nós havíamos chegado em casa de nossa lua de mel no Egito. Era início de setembro e Hayley queria fazer comprar, pois iria fazer um bolo. Excelente! Eu amo bolos! Assim andamos pelo Mercado e o que ela comprou foi uma enorme sacola de frutas secas e uma garrafa de conhaque. Faltavam os ingredientes como farinha, ovos, açúcar e assim por diante. Pensei bem antes de questionar minha esposa e, desse modo, continuamos nossas compras. Quando chegamos em casa, ela foi para a cozinha. Em algum lugar no recôndito de nossa despensa ela apanhou um enorme frasco de vidro que havia lavado esterilizado e guardado de volta no fundo da despensa até aquele dia. Ela passou a apinhá-lo de frutas que havia comprado e, para o meu espanto, guardou de novo na despensa. Tudo bem, eu pensei, onde está a mistura do bolo? Eu estava esperando para lamber a tigela. Sabe, é nojento, mas eu amo a mistura do bolo mais que o próprio bolo!

 

“Pensei que estava fazendo um bolo”, eu disse em tom de zombaria.

 

“Sim, estou,” ela respondeu, normalmente.

 

“Bem, onde está a mistura?”

 

“Ah,” ela disse, “você tem de deixar as frutas ‘se entregarem’ ao conhaque.”

 

“ah é? Bem, quando teremos o bolo então?” minha esperança agora estava se desvanecendo.

 

“Ah, é para o seu aniversário.”

 

“Hummm… mas meu aniversário é em fevereiro.”

 

“Eu sei,” ela disse quase que se desculpando, “não é o tempo suficiente, mas espero que até lá fique bom.”

 

Bem, como é notório, Hayley quase faz com que as frutas “se entreguem”, como ela diz, por mais de um ano. E rapaz, deixe-me dizer uma coisa – quando chega o grande dia do bolo, você tem de chamar o concílio local para comunicar-lhes que está abrindo o frasco doce!

 

Quando Hayley tira o frasco da despensa, as frutas secas ficaram enormes porque foram inchadas pelo conhaque. O cheiro de álcool ao abrir o frasco é inacreditável! O que havia literalmente acontecido foi que o conhaque havia possuído as frutas. A personalidade e a qualidade do conhaque haviam penetrado nelas; eles estavam unidos um ao outro.

 

Este exemplo tem me feito refletir sobre a Vida de União. Deus é o conhaque e nós somos as frutas secas. Se você se permitir abandonar-se Nele o suficiente, Ele irá permear cada poro de seu ser e é por isso, especialmente, que o Senhor levou Paulo ao deserto da Arábia, a saber, para que Paulo pudesse entregar-se a Ele e quando saísse dessa experiência de isolamento, pudesse propagar o aroma de Cristo.

 

 

Extraído do livro O Aprendiz, volume II da séria Até que Cristo seja formado em Vós, escrito por Paul Anderson-Walsh

 

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Manning: Profundamente querido por meu Aba

Não sei explicar as razões para isto, mas tem noites que antes de eu dormir, as vezes faço questão de pegar o livro (que ganhei de minha amiga XL),  O Impostor que vive em mim do Brennan Manning (o tiozinho simpático da foto ao lado) já decorei a página, vou direto a 77 e leio essa história contada por esse amado maltrapilho. Sempre leio ela tentando imaginar a cena. Eis o trecho:

 

“Anos atrás, contei uma história sobre um padre de Detroit, chamado Edward Farrell, que tirou duas semanas de férias de verão na Irlanda. Seu único tio, que ainda estava vivo, comemoraria, em breve, seu aniversário de 80 anos. Chegando o grande dia, o padre e seu tio levantaram-se de madrugada e vestiram-se silenciosamente. Andaram ao longo das margens do lago Killarney e pararam para assistir ao nascer do sol. Estavam lado a lado, sem trocar uma palavra e mirando fixamente o sol nascente. De repente, seu tio virou-se e saiu saltitando pela estrada. Estava radiante, resplandecente, com um sorriso de uma orelha a outra.

O Sobrinho disse:

– Tio Seamus, você parece estar feliz mesmo.

– Estou rapaz,

– Pode me dizer por quê?

Seu tio de oitenta anos respondeu: – Sim, com vê, sou profundamente querido por meu Aba.”

 

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Imitação de Cristo ?

Como alguém se torna discípulo de Jesus ?

 

Uma dessas respostas é a idéia de que alguém se torna discípulo de Jesus, por imitação. Thomas A. Kempis em seu clássico A imitação de Cristo parece recomendar este modo.  Kempis diz: “Portanto deixe nosso estudo supremo ser – a vida de Jesus Cristo … porque qualquer que deseje compreender as palavras de Cristo e o seu sabor deve estudar para moldar toda a sua vida à vida de Jesus”. Um livro popular nos convida a perguntar em cada situação: O que Jesus faria agora? É uma boa pergunta. Mas também é uma pergunta muito deprimente.

 

Por um lado a idéia de imitação está implícita no discipulado. É literalmente verdadeiro que nos tornamos como a pessoa que estamos seguindo. Jesus disse isto: “O discípulo não está acima do seu mestre, mas todo aquele que for bem preparado será como o seu mestre.” (Lucas 6.40). Os filhos inevitavelmente imitam seus pais de um modo que se torna uma auto-revelação embaraçosa para seus próprios pais. Assim como o discipulado, a paternidade é literalmente um processo de imitação. O aprendiz geralmente não consegue descobrir o que o seu mestre sabe. Mais importante, o aprendiz se torna como o seu mestre. Nós nos tornamos iguais às pessoas a quem nos associamos. Mas imitar a única pessoa perfeita que já agraciou a história humana é um ideal impossível. O chamamento característico de Jesus aos seus discípulos não foi “imitem-me”, e sim “sigam-me”.

 

Em nenhum momento podemos nos virar para alguém, como Jesus fez para aqueles que investigavam sua vida, e dizer “qual de vocês me acusa de pecado?” O esforço para imitar a vida perfeita de Jesus pode mesmo se tornar uma forma de trabalho ou um alvo de integridade perfeita de modo que nos empenhamos em direção a um ideal tão impossível que se torna um fardo intolerável. O teólogo P.T. Forsyth estava certo quando disse que Jesus é nosso supremo libertador ou nosso fardo intolerável. Como modelo ele é o máximo, se tivesse pedido que o copiássemos.

 

Alguém poderia de modo zeloso imitar Jesus e tentar obedecer seus mandamentos sem se tornar um discípulo. Como o filho mais velho da Parábola do Filho Pródigo, alguém poderia dizer a seu pai de modo farisaico: “Olha ! todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu serviço e nunca desobedeci as tuas ordens.” (Lucas 15.29) A suprema tragédia daquele homem “bom” foi que, apesar de haver trabalhado arduamente e vivido sob as ordens do pai, ele não conhecia o pai. Como um exemplo de um “quase cristão”, o irmão mais velho nos mostra que há mais no discipulado do que imitar e obedecer. Em uma relação de intimidade deve haver “o conhecer e ser conhecido”. Não pode haver maior tragédia do que alguém chegar ao final da vida e ser confrontado com estas devastadoras palavras do Deus do universo: “Nunca os conheci” (Mateus 7.23).

 

Trechos do capítulo Discípulos de Jesus, escrito por R. Paul Stevens no livro Espiritualidade Bíblica, recém lançado pela editora Palavra.

Rápidos ao julgar e lentos ao admitir a culpa

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Creio que 70% de minhas leituras são feitas dentro do trem, no período de ida e volta para o serviço são no total 02h30min por dia dentro dos vagões da CPTM. Existem livros que simplesmente me arrebatam, e quando menos dou conta à estação em que desço já chegou.  

Esta semana, dentro do trem, próximo à estação Lapa, fui pego por um súbito de quão ridículo é o ser humano ao ler na página 145 do livro O poder terapêutico do perdão, as seguintes conclusões do escritor Ray Pritchard sobre os motivos que diariamente julgamos outros seres humanos. Sempre gostamos de:  

Exagerar pequenas infrações ou erros 

Maximizar os pecados alheios e minimizar os nossos

Tirar conclusões apressadas e negativas

Envolver-mos numa situação em que não deveríamos

Passar adiante relatos críticos sobre os outros

Ter forte tendência de considerar os outros culpados

Ser severos demais, mesmo ao fala a verdade

Acrescentar comentários pejorativos, ao contar uma história

Fazer pouco de um comentário maldoso dizendo: “Eu estava brincando”

Ser críticos e depois tentar encobrir o que foi dito 

Fazer um comentário maldoso e depois mudar rapidamente de assunto

Contar a muitas pessoas como outros nos magoaram ou ofenderam 

Sentir prazer ao condenar as pessoas 

Dizer a verdade com a intenção de magoar, e não de ajudar 

Rebaixar os outros a fim de melhorar a auto-imagem