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Bate-papo com Regina Fernandes Sanches – Método Teologia da Missão Integral

Com iniciativa da autora em parceria com o núcleo Campinas da Fraternidade Teológica Latino Americana, gravamos um bate-papo na livraria Via Literária acerca de seu livro e a metodologia da Teologia da Missão Integral.

Leia mais: 

* CLADE V – Costa Rica 

* Missão Integral: Um convite a reflexão – por Ricardo Quadros Gouvêa 

* Lançamento no Mackenzie do livro O que eles estão falando da Igreja

CLADE V – Costa Rica

Costa Rica - CLADE VTive o privilégio de estar na cidade de San José, capital da Costa Rica para participar do CLADE V – Congresso Latino Americano de Evangelização, convocado e organizado pela Fraternidade Teológica Latino-Americana.  A delegação Brasileira esteve presente composta por 49 pessoas de diversas igrejas: Batista, Luterana, Quadrangular, Metodista, Presbiteriana, Congregacional e Assembleia de Deus, de todos, os presbiterianos eram em maior número, 21 no total.

Foto: Lissânder Dias

Parte da delegação Brasileira em CLADE V. Foto: Lissânder Dias da revista Ultimato.

Estive como membro da FTL e jornalista enviado pela revista Cristianismo Hoje. Realizei uma reportagem e uma entrevista com a Ruth Padilla, secretária geral da Fraternidade Teológica Latino Americana. Abaixo a algumas fotos de nossa passagem por lá e o link para a leitura da reportagem e da entrevista que realizei.

Foto: Alex Fajardo

A noite de abertura foi denominada de Para Recordar. Um bate-papo entre os fundadores da FTL e seus mais antigos membros. Participaram relembrando os CLADE’s anteriores Mervin Breneman, Pedro Arana, Juan Stam, René Padilla, Sidney Rooy, Samuel Escobar e o brasileiro Valdir Steuernagel.

Carlinhos Veiga foi um dos brasileiros que compôs a parte artística musical no CLADE

Carlinhos Veiga foi um dos brasileiros que compôs a parte artística musical no CLADE V

Apresentação da FTL setor Brasil  no CLADE V em Costa Rica. Na plataforma Robinson Jacintho , Clemir Fernandes Silva e Yokimi Yuaça

Apresentação da FTL setor Brasil no CLADE V em Costa Rica. Na plataforma Robinson Jacintho , Clemir Fernandes Silva e Yokimi Yuaça

Abaixo o texto publicado na Revista Cristianismo Hoje e o link para a entrevista que realizei com a Ruth Padilla. 

Entrevista com Ruth Padilla

Entrevista com Ruth Padilla para a revista Cristianismo Hoje

CLADE V reúne 800 participantes em Costa Rica

A quinta edição do Congresso Latino Americano de Evangelização ocorreu na América Central com participação de 50 brasileiros.

                No momento em que esta edição da Cristianismo Hoje é fechada, esta ocorrendo o CLADE V – Congresso Latino Americano de Evangelização, convocado e organizado pela Fraternidade Teológica Latino-Americana. Entre os dias 9 e 13 de julho na cidade de San José, capital da Costa Rica. Este Congresso é o quinto a se realizar no intuito de pensar uma teologia e missão no contexto latino americano. Os outros congressos ocorreram na Colômbia, Bogotá, 1969; no Peru, Lima, 1979; e os dois últimos em Quito, capital do Equador nos anos de 1992 e 2000.

O Tema do encontro foi Sigamos a Jesus no seu Reino de Vida. Guia-nos, Santo Espírito! O V Congresso Latino-Americano de Evangelização se propôs a ser um processo de reflexão teológica e celebração da missão de Deus no contexto latino-americano. Foi um momento de comunhão entre os cerca de 800 participantes de diversos países da América Latina. O brasileiro Jorge Henrique Barro da cidade de Londrina-PR, atual presidente da FTL continental, realizou a abertura do congresso, relembrando a história da Fraternidade e suas quatro décadas.

O Tema foi trabalhado em três eixos centrais: O primeiro eixo: Sigamos a Jesus tratou da necessidade de aprender a segui-lo, a encarnar um compromisso por meio de um discipulado integral; o segundo Reino de Vida procurou contrapor o contexto latino-americano carregado de expressões de morte, pois o Reino de Deus é reino de vida. Terceiro, Guia-nos, Santo Espírito! expressou por meio de súplica, sendo um clamor, uma confissão que foi realizada dentro de contexto contrapondo a expressão triunfalista de muitos evangélicos pelo crescimento numérico e ascensão ao poder, em detrimento de um discipulado inspirado pelo Espírito Santo de Deus.

A noite de abertura foi denominada de Para Recordar. Um bate-papo entre os fundadores da FTL e seus mais antigos membros. Participaram relembrando os CLADE’s anteriores Mervin Breneman, Pedro Arana, Juan Stam, René Padilla, Sidney Rooy, Samuel Escobar e Valdir Steuernagel.

Com cerca de 50 pessoas, a delegação brasileira participou no encontro, tendo em sua composição uma diversidade de irmãos das cinco regiões do país e de igrejas e confissões diferentes. Todos alinhados com a Missão Integral e sua difusão no Brasil. Valdir Steuernagel, coordenador da Aliança Evangélica Brasileira e um dos principais nomes da difusão da Missão Integral esteve na plataforma afirmando que CLADE V não se trata de um evento apenas. “CLADE não quer ser apenas um evento, mas uma plataforma de diálogo entre igrejas, ministérios, redes e movimentos cristãos na América Latina, Caribe e no mundo.” 

A pedagogia do evento se estruturou em 18 oficinas temáticas e grupos espalhados por diversas mesas para reflexão teológica em conjunto. Diversos desafios foram apresentados e questões a serem trabalhadas nestes próximos anos. Os principais temas discutidos nas oficinas foram os jovens como protagonistas de uma transformação da sociedade por meio dos valores do reino de Deus. Questão indígena e de imigrantes latinos para países europeus e para os EUA também estiveram na agenda do debate. Sexualidade, economia, pobreza, educação, sustentabilidade e alternativas missionárias para o contexto urbano foram temas debatidos nas oficinas espalhadas pelo local do Congresso.

Apenas o tempo dirá se a semente lançada no CLADE V germinará abundantemente com muitos frutos ou será lembrado apenas como um evento na agenda teológica latino americana. Porém ao que tudo indica, teremos reverberação e articulações pelos países afora. Aguardemos.

Seminário Nazareno de Las Américas. Local onde uma parte dos brasileiros ficaram hospedados.

Seminário Nazareno de Las Américas. Local onde uma parte dos brasileiros ficaram hospedados para o CLADE V.

Entrevista com John Stott – 1989 no Brasil

Hoje, 27 de julho de 2011, aos 90 anos faleceu o reverendo John Stott, um dos mais respeitados teólogos da atualidade. Escreveu dezenas de livros, um dos mais conhecidos é Cristianismo Básico, já traduzido para mais de 60 línguas. Serviu por muitos anos como capelão da família real inglesa.

Por ocasião do VI Congresso Vinde, em 1989, John Stott esteve no Brasil. Concedeu entrevista a Volney Faustini, na época editor da revista Kerigma. A agenda cheia de Stott, permitiu apenas que a entrevista fosse realizada no avião, em uma ponte aérea São Paulo – Rio de Janeiro.

Confira aqui o scaner que fiz da  entrevista de 4 páginas  que esteve foi publicada na edição 14,  da revista Kerigma.

Papo na Rede – Juventude Urbana

Quais são as demandas da juventude cristã em um contexto urbano? Podemos dizer que este foi o tema do Papo na rede que aconteceu no dia 25 de novembro de 2010, programa apresentado por Fernando Lemos no interessante site de vídeos Koinoniaonline.net

A entrevista durou 41 minutos, e assuntos diversos assuntos foram tratados sobre o contexto e as formas de uma pastoral urbana com a juventude. O Entrevistado foi Fabricio Cunha, pastor de jovens da IBAB. Como aplicar os valores do evangelho em uma sociedade jovem que é privada, egoísta e consumista? “Gastam tempo, energia e dinheiro demais ensinando as pessoas a serem crentes, mas o desafio é ensinar o jovem a ser gente. Ser humano como Jesus foi”. afirmou o entrevistado.  Os temas do bate papo variaram desde música não cristã dentro da igreja, até homossexualidade. Qual é o espaço do homossexual na igreja e seu envolvimento no exercício ministerial?

Acompanhe a entrevista completa no vídeo abaixo.

Estado Laico? Entrevista com Leonildo Silveira Campos

No lançamento do último livro do Prof. Dr. Leonildo Silveira Campos na Bienal

Reproduzo aqui entrevista concedida ao Instituto Humanitas Unisinos, entrevistado é o professor Leonildo Silveira Campos que é meu orientador no mestrado que realizo na Universidade Metodista de São Paulo no curso de Ciências da Religião na área de sociologia. Prof. Leonildo é graduado em Filosofia, pela Universidade de Mogi das Cruzes, e em Teologia, pela Igreja Presbiteriana Independente do Brasil. É mestre em Administração e doutor em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo, onde atualmente é professor. Também leciona na Faculdade de Teologia da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil. É autor do livro “Teatro, templo e mercado: organização e marketing de um empreendimento neopentecostal” Petrópolis – São Paulo, Vozes – Simpósio – Umesp, 1997.
IHU On-Line – A questão das religiões, principalmente entre os evangélicos, tem ganhado força nos debates para o segundo turno dessas eleições. Como o senhor analisa a forma como os evangélicos têm entrado nessa discussão?

Leonildo Silveira Campos – O termo “evangélicos” abrange uma boa parcela (de 20% a 30%) da população brasileira. Trata-se de uma população portadora de uma homogeneidade discutível da qual fazem parte pessoas pertencentes às camadas mais pobres (classes “D” e “C”) até os que estão na baixa classe média. Os evangélicos mais tradicionais pertencem às classes médias (baixa e média, principalmente). De uma maneira geral os evangélicos têm assumido uma postura conservadora. Em certos meios eles votam de acordo com as solicitações de seus líderes, considerados por alguns deles como os “homens de Deus”. Porém, há ocasiões em que essa fidelidade às diretrizes emanadas dessas lideranças não funcionam à contento. Por exemplo: em 2006, a representação evangélica na Câmara Federal caiu pela metade (de pouco mais de 60 para pouco mais de 30 deputados), apesar da solicitação de pastores e bispos para que os fiéis votassem em seus candidatos (muitos deles estiveram envolvidos com escândalos como o do Sanguessuga ou Mensalão).
No primeiro turno, os evangélicos foram atingidos por outra discussão, não por envolvimento de seus representantes em esquemas de corrupção, mas foram “aliciados” ao lado dos que não aceitam o aborto e o casamento de pessoas de mesmo sexo. Acredito que os evangélicos foram usados como “bucha de canhão” numa guerra facilmente apresentada a eles numa retórica que sempre foi muito bem aceita: a luta do ‘bem’ contra o ‘mal’. Em alguns templos evangélicos um telão foi instalado às vésperas das eleições de 3 de outubro, e o pastor projetou um pequeno filme com cenas de aborto, maus tratos de crianças indígenas e outros temas mais, todos explorados por essa nova direita (evangélica ou católica).
Depois, eles afirmavam: “se você quer um país em que um governo ‘iníquo’ irá impor essas coisas, restringindo a liberdade religiosa, votem na Dilma e no PT”. Penso que a multiplicação via internet desses boatos influenciou o voto dos evangélicos levando-os a votarem na Marina (evangélica pentecostal) ou no Serra. Os evangélicos que mudaram a direção do voto na última hora podem ter repetido o fenômeno Collor, em 1989. Certamente, se essa mudança tivesse ocorrido no segundo turno, Serra teria se elegido, como Collor o foi em 1989. A questão será: no segundo turno tal retórica conseguirá manter a sua eficiência?

IHU On-Line – O pastor Silas Malafaia participou do programa eleitoral de Serra apoiando o candidato. Ele, inclusive, tem usado seu programa pago em diferentes canais para dizer aos fiéis para não votarem em Dilma. Como o senhor encara isso?

Leonildo Silveira Campos – Silas Malafaia é um conhecido “atirador para todos os lados em que o vento soprar” alavancado pelo dinheiro. Malafaia e o pastor Caio Fábio sempre estiveram digladiando em nome da “verdadeira fé evangélica”. Agora que o Bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), está ao lado do PT, Malafaia entrou em rota de colisão com ele. Em outras épocas, segundo Caio Fábio, a retórica de Malafaia, favorável à IURD e à “liberdade do povo de Deus” (durante a campanha de Collor, de FHC e após o “chute na Santa”), foi estimulada por milhares de reais para os cofres de seu movimento que está inclusive se tornando autônomo em relação a Assembléia de Deus brasileira. Penso que o apoio de Malafaia a Serra não ajuda tanto quanto um posicionamento de Edir Macedo ou de outros líderes neopentecostais a Dilma e ao PT. Mesmo em relação a Assembleia de Deus (um conglomerado de igrejas com cerca de 10 milhões de fiéis) o apoio de Silas Malafaia não carrega tantos votos como ele imagina. A questão é quem detém um capital religioso maior e um maior domínio das massas. Parece que, Macedo e outros pentecostais favoráveis a Dilma, representam a maioria dos votos “de cabresto”.

IHU On-Line – Que razões fazem dos evangélicos um fenômeno sociológico importante na política atual?

Leonildo Silveira Campos – Sem dúvida, a visibilidade demográfica, midiática e política dos evangélicos fizeram desse ex-“pequeno povo mui feliz” (como eles cantavam em uma de suas canções) uma confortável e decisiva cifra de aproximadamente 30 milhões de brasileiros. A quase totalidade é alfabetizada, tem um senso de “conversão religiosa” muito aguçada; seus membros foram tocados no passado pelo fundamentalismo, anticomunismo, anticatolicismo, têm um enorme respeito pela palavra de seus líderes, quer sejam eles “pastores”, “missionários”, “bispos” ou “apóstolos”. A maior parte desses evangélicos é pentecostal e participam de grandes empreendimentos religiosos (que os estadunidenses chamaram de “denominações”) proprietários de mídias.
Os evangélicos que estão localizados nas camadas com mais emprego, saúde e escolaridade, têm também acesso a rede mundial de computadores. Porém, para alegria de seus adversários, os evangélicos não se unem ao redor de nomes e de bandeiras comuns a todos eles. No entanto, se alguma bandeira, como foi o caso do aborto, for agitada pelos seus líderes, o grau de adesão a este ou aquele candidato será maior. Os evangélicos brasileiros deixaram de ser uma minoria e passaram a se sentir importantes, numérica e socialmente falando, impulsionados por uma autorepresentação de serem o fiel da balança em tempos de eleições. Esse sentimento de que todos, independente da denominação religiosa que faz parte, são membros de uma espécie de “supraigreja”, de um agrupamento chamado “povo evangélico” ou um “povo escolhidos por Deus” para fazer a diferença, pode resultar em associações esporádicas, surgindo-se daí significativos resultados eleitorais.

IHU On-Line – Teoricamente, vivemos num Estado laico. Como o senhor vê a dimensão que a religião está tomando nesse debate para o segundo turno?

Leonildo Silveira Campos – Na verdade, a ideia de “Estado laico” no Brasil é muito mais um ideal, segundo alguns burgueses, do que uma construção histórica, social e cultural. A religião da maioria sempre foi um fator de pressão na organização legal e até na forma de organizar o nosso calendário. Desde a separação entre a Igreja e o Estado, após o primeiro golpe militar de nossa história (proclamação da República em 1889); passando-se pelos acordos políticos dos anos 1930, 1940, 1964-1985 ou os da chamada “República Nova” pós-1985; até o recente acordo com o Estado do Vaticano e a Igreja Católica; a meta do “Estado laico” é sempre retomada, discutida e colocada em dúvida por alguns.
Por outro lado, a ofensiva dos cristãos mais conservadores ao redor da luta contra o aborto, casamento ou união entre pessoas do mesmo sexo pode ser vista como uma revanche religiosa contra a secularização da sociedade brasileira. Mesmo assim, toda aspiração por um Estado teocrático é, ao meu ver, um perigo para a existência de um Estado que pretende ser democrático, secularizado ou laico. É curioso que o protestantismo brasileiro, desde a sua inserção no Brasil do século XIX, sempre acusou a Igreja Católica, especialmente os jesuítas de “serem contrários à democracia” de modelo norte-americano. Os evangélicos brasileiros divulgaram muitos textos anticatólicos desde a segunda metade do século XIX, afirmando que o catolicismo era o maior perigo para a democracia liberal norte-americana, que, apesar da desigualdade entre negros e brancos, era vista pelos evangélicos como um modelo de Estado democrático e laico.

IHU On-Line – Os evangélicos podem mesmo ser os responsáveis pela definição deste segundo turno? Que motivos vão conduzir o voto desse grupo religioso?

Leonildo Silveira Campos – Acredito que os evangélicos, se é que todos eles estiveram com Marina e Serra contra Dilma no primeiro turno, não irão conseguir repetir a coesão antiaborto neste segundo turno. Por outro lado, o fator aborto parece ter sido enfraquecido porque ambas as candidaturas, Serra e Dilma, passaram a acenar para esse eleitorado evangélico-conservador que se uniu aos evangélicos-liberais (ecologistas e admiradores da Marina fiel da Assembleia de Deus), levando consigo católicos da renovação carismática também.
Essas alianças resultaram em milhões de votos que, num novo turno, poderão tomar outros rumos. A colisão de forças conservadoras contrárias a Dilma e pró-Serra somente terá sucesso neste segundo turno se algum outro escândalo for explorado pela mídia. Aqui outra força se levanta contra Dilma-PT: a mídia representada pelos grandes grupos financeiros estilo Globo, jornais Estado e Folha de S.Paulo e revistas como Veja, Época e outras mais. Contudo, as dezenas de emissoras de rádio e de televisão, os milhões de exemplares da Folha Universal, os milhares de templos da Igreja Universal do Reino de Deus, estão apregoando, todos os dias, que uma conspiração diabólica foi montada nas profundezas do inferno para impedir a vitória de Dilma. Edir Macedo garante que Deus está com o mesmo PT que em 1989 e 1994 estava sob influências de Satanás.

Evangélicos e Política – 1998

1998 - Leonel Brizola, Caio Fabio, Lula e Garotinho

Recordando: corria o ano de 1998, era agosto daquele ano eleitoral e a edição número 33 da revista Vinde trazia na capa dois “candidatos evangélicos”: Francisco Rossi para governador de São Paulo e Garotinho para governador do Rio de Janeiro. Havia um programa chamado Vinde TV Especial Debate, que ia ao ar todas as quintas-feiras na TV Vinde as 22:00hs apresentado por Caio Fabio e pela jornalista Carla Rodrigues. Neste dia na foto realizada no programa, os convidados foram Luiz Inácio Lula da Silva, (candidato pela terceira vez a presidente) acompanhado por Leonel Brizola que apoiava Garotinho para governador do RJ.  Na legenda da foto onde escaneei a revista, ironicamente dizia que o quarteto na Vinde TV era jogo aberto. Caio Fabio em 2006 contou partes deste dia neste texto em seu site, onde fala do falso Dossiê Cayman e diz que quer distância disso, que nunca havia se envolvido com nada de natureza político partidária, que os políticos queriam grudar, pois como diz o próprio Caio no texto, “eu tinha o “status” de ser o líder evangélico respeitado por todos no País.”

O Fotógrafo Aldridge Neto registrou a história. Alguém poderia prever 12 anos depois? Leonel Brizola faleceu em 2004, deve estar em algum local pós morte (sabe lá Deus onde), tentando organizar um PDT e impor o Brizolismo em regiões desconhecidas. Garotinho, continua um garotinho, se elegeu governador do Rio em 1998 e tentou ampliar o berço e ser presidente da República em 2002, atualmente pode ser o deputado federal mais votado no RJ. Em 2002 Lula conseguiu se eleger presidente do Brasil pela primeira vez. Em 1998, Caio Fabio pastor presbiteriano, foi fundador da Vinde e AEVB, entidades que ferviam na época, atualmente Caio mora em Brasília, centro político deste Brasil varonil, e lidera um movimento cristão alternativo denominado Caminho da Graça.   Mesmo sem o “status de líder evangélico respeitado por todos no País”, Caio entrevistou a senadora Marina Silva em seu programa de TV na net e declarou voto nela. Como estarão todos daqui há 12 anos, em 2022? Só Deus sabe ! Ou melhor, dependendo do ponto de vista teológico, nem Deus saberá.

Entrevista – Capelães evangélicos servindo na Aeronáutica e Exército

Participação dos Tenentes Marcelo Coelho e Christian Bitencourt (ambos pastores na Igreja Presbiteriana da Esperança no bairro paulistano de Perus) servindo como capelães evangélicos na Aeronáutica e no Exército, participaram do programa Contraponto da Universidade Presbiteriana Mackenzie, e responderam diversas perguntas, entre ela, Capelão usa arma ? acompanhe a entrevista em dois blocos abaixo.

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