Portas fechadas

Na segunda-feira, minha esposa Tati trabalha no período da manhã. Levanta às 05:50h. Hoje cedo enquanto tomávamos café da manhã, ela pediu para eu preparar o lanche dela e colocar numa bolsa específica.

Feito o lanche, continuo na cozinha ainda fazendo algumas coisas, e logo a Thaty volta, já arrumada, para se despedir.

– Amore, já estou indo.

– Tenha um bom dia de trabalho, querida!

Ela percebe que a chave do carro está na porta da sala e sai por lá. Eu estava na cozinha e alguns segundos depois que ela saiu, reparo que ela esqueceu a bolsa com o lanche. Pensei que ainda daria tempo, mesmo de pijama e com o cabelo um caos, arrisco pegar o elevador.

Saio pela porta da cozinha e deixo-a encostada, sem trancar com a chave, pois estava com pressa para encontrar a Tati ainda no estacionamento. Chego ao estacionamento, o carro aberto, mas a não encontro.

Penso comigo mesmo, ela percebeu que tinha esquecido o lanche e voltou para buscar …. Resolvo esperar por ela (pois ao chegar ao apartamento, vai perceber que eu não estava e nem o lanche), e, se eu subir podemos nos desencontrar no elevador de novo.

Ela retorna, damos risadas e ela agradece por eu ter descido. Ela vai para o carro e eu subo de elevador.

Quando estou saindo do elevador, me bate a sensação incomoda de: Ai, será que a Tati ao voltar buscar o lanche, quando ela desceu pela segunda vez, ela trancou a porta?

Dito e feito, eu sai do elevador correndo em direção as duas portas. Sala e cozinha fechadas. Coração bateu a mil. Estou preso do lado de fora, de pijamas, sem dinheiro (para pegar um ônibus e ir ao serviço dela buscar a chave), ou pior sem celular para ligar para ela (pior ainda, que nem o celular dela eu lembro). Ou seja, pânico total!!
Voltei rapidamente para o elevador na esperança de alcançá-la ainda no estacionamento. Entro desesperado, aperto o botão do subsolo umas 10 vezes (como se isso fosse aumentar a velocidade do elevador) e a porta do elevador demora uma eternidade para fechar.

Chego ao subsolo, olho para a vaga do carro vazia, saio correndo como um louco pelo estacionamento em direção ao portão ….. lá longe vejo o carro da Tati parado esperando o portão automático abrir.

Pense alguém de pijama e descabelado, no estacionamento, às 06:30h da manhã, correndo e gritando: – Tati !! – Tati !! O porteiro deve ter achado hilário ao ver a cena pela câmera de vigilância.

Logo que a Tati me viu pelo retrovisor, freiou o carro. Eu chego sem fôlego nenhum, quase tendo um infarto por correr 150 metros ….. Consigo pegar a chave de casa e voltar para o apartamento.

Sensação sem igual ao virar a chave e abrir a porta. Ufa !!

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