Líderes evangélicos discutem formação de uma rede nacional

Os participantes em oração pela igreja brasileira: Durvalina Barreto Bezerra do Betel Brasileiro intercedendo ao microfone

Dia 14 de dezembro de 2009 ocorreu na IBAB (Igreja Batista de Água Branca) um encontro de 90 líderes do protestantismo nacional representantes de entidades, organizações e instituições. O Intuito do encontro é a criação de uma aliança em formato de rede que agregue todos. A Reunião foi convocada pelos líderes Ariovaldo Ramos (Missão Integral), Bertil Ekstrong (WEA), Débora Fahur (RENAS), Fabrício Cunha (IBAB Jovem e Usina 21), José Libério (Toca do estudante), Luiz Mattos (ALCEB), Silas Tostes (AMTB), (Visão Mundial) e Welinton Pereira (Visão Mundial).

A Reunião teve início as 09:00hs e foi aberta por Valdir Steuernagel que agradeceu a todos que foram chamados e trouxe uma palavra de gratidão, em seguida passou a palavra para Ed René Kivitz que trouxe uma palavra reflexiva sobre o texto do evangelista Mateus 4.23 – Ed René discorreu sobre o fracasso dos modelos socialistas e capitalistas e que o mundo clama por algo e que o evangelho não propõe apenas um outro mundo possível mas um novo ser humano possível, disse que participa da reunião com sentimentos misturados e fez um alerta dizendo que sofre arrepios quando a palavra representatividade é utilizada no meio evangélico, pois buscam o reconhecimento da Rede Globo apenas, que ele crê que este encontro não quer isto, pois as figuras do Reino de Deus são de subversão e muitos perderam o caminho da fermentação e abraçaram o caminho da pretensão. Alertou que a rede deve procurar articular a igreja para o serviço e não para a representatividade, é uma rede que coloca a toalha na mão do povo de Deus, a rede não deve se articular para salvar o movimento evangélico, pois se ele esta morrendo, deixe que morra. Quem fará parte desta aliança? Pergunta Kivitz, ele próprio responde, quem esta servindo e quer servir! “O que deve nos trazer aqui é a multidão que agoniza e não o movimento evangélico” afirmou o pastor que finalizou reforçando “Que estejamos aqui com a motivação de criar uma rede de solidariedade e serviço e não de representatividade.”

Em seguida Valdir Steuernagel passou a palavra para o sociólogo Paul Freston que apresentou dados sobre o Brasil e os evangélicos. Trouxe um histórico dos movimentos que buscavam representar os evangélicos e tempos passados e com erros e acertos passados disse que “O modelo não pode ser o do personalismo de um líder carismático, que exige-se um esforço muito grande, pois para ter lastro e duração é preciso contar com pessoas capacitadas que se disponham a gastar tempo para dar densidade ao processo de maneira que a Aliança tenha organicidade.” Dentre suas palavras informou que ninguém controla a imagem pública, não temos controle sobre o que a mídia vai divulgar sobre nossa imagem articulação ou movimento. (O que Paul Freston disse na reunião sobre a mídia já pode ser constatado um mês depois do encontro em alguns blog`s franco-atiradores)

Logo após houve um momento de oração específica por 5 pontos: 1 – Oração pela unidade da Igreja; 2 – Oração pela liderança evangélica; 3 – Oração por uma Igreja comprometida com os valores do Reino de Deus;  4 – Pela Aliança que esta se formando e 5 – Pelos Seminários, Faculdades e Escolas e institutos de formação de obreiros existentes no Brasil

Em um segundo momento houve a apresentação de Débora Fahur da RENAS (Rede Evangélica Nacional de Ação Social) que explicou como funciona o modelo de rede em contraste com o modelo clássico da pirâmide, pois a rede tem a característica importante da horizontalidade que é entendida como uma qualidade de relações que se dão fora do contexto dominação/subordinação que é o resultado e produto do acionamento simultâneo de alguns valores como: respeito a diferença e a diversidade, à autonomia, ao reconhecimento da interdependência, à co-responsabilidade e à colaboração, expressos em práticas de gestão da rede nos relacionamentos entre membros.

A proposta do modelo de formação e funcionamento em rede já existe, o que não foi decidido ainda na reunião é o nome da entidade, provisoriamente estão chamando de uma Aliança Evangélica, pois desde os tempos da extinta AEVB (Associação Evangélica Brasileira) os evangélicos de linha histórica não se reuniam para uma representação em conjunto.

O bispo anglicano Dom Robinson Cavalcanti que se deslocou do Recife para participar do encontro disse que (vídeo neste post) “A representatividade não é uma escolha; é uma consequência sociológica”, e brincou com os números onde diz que a noiva de Cristo se tornou um harém de tanta igreja existente. Jasiel Botelho presente na reunião não perdeu a oportunidade de realizar uma charge da constatação (reproduzida abaixo neste post)

Um dos organizadores do encontro, o pastor Fabrício Cunha em entrevista para este blog ao elaborarmos a matéria, quando questionado sobre a importância do evento disse que “A Associação, Alianção, Rede ou Confederação é um importante passo numa caminhada que já tem lastro, história e legitimidade por conta da antiga CEB (Confederação Evangélica Brasileira), que atuou de forma efetiva entre os anos 30 e 64, quando foi inviabilizada pela ditadura militar. Precisamos ocupar alguns espaços que reclamam maior presença cristã e pedem por representatividade, que pode ser feita de forma saudável ou não. Por isso nosso sentimento de pertença à história. Fazemos parte de uma caminhada e não queremos inaugurar nada que já não tenha existido e que não represente uma reação a uma demanda de nosso tempo, a de, enquanto evangélicos, trabalharmos para que as pessoas se pareçam mais com Cristo, as relações sejam mais baseadas no paradigma trinitário e a sociedade baseie seu modus operandi na agenda do Reino de Deus.”

Neste post vale relembrar a Confederação Evangélica citada por Fabrício que nos informou que A CEB foi inaugurada em 1930 com o papel de representar o segmento evangélico e formar um órgão cooperativo em vistas da construção de uma identidade evangélica nacional e de projetos que fossem comuns, acompanhando os passos na América Latina após o Congresso do panamá em 1916.  Era formada por secretarias, das quais se destacou a célebre Secretaria de Ação Social, liderada pelo pastor Erasmo Braga. Convocaram uma seqüência de encontros nos anos 50 e 60, dos quais se destacou a Conferência do Nordeste em 1962, com o tema “Cristo e processo revolucionário brasileiro”. Foi inviabilizada em 1964 pela ditadura militar e reaberta  em 1987 sem o mesmo intuito e motivação.

Uma das bases confessionais para o encontro foi o Pacto de Lausanne, declaração de fé da ALCEB e o código de ética da Aliança Evangélica Mundial, sobre os fatores que motivam a caminhada dos que participaram do encontro, são três:

1. A absoluta necessidade de responder ao chamado do Evangelho no contexto de significativos setores da igreja brasileira dos nossos dias e no nosso contexto.
2. A percepção comum e imperativa de que necessitamos uma espécie de aliança que seja agregadora, ágil e representativa e, ao mesmo tempo, possa existir com o mínimo de burocracia e custos.
3. A busca por uma aliança que congregue redes já existentes, no objetivo de que elas sejam a nossa voz e expresse a nossa realidade, tanto no Brasil de hoje como em relação aos processos de representatividade externa a que somos chamados nestes nossos tempos.

Vale ressaltar que a reunião não esta sendo formada em nome de uma pessoa ou igreja específica, pois diversas entidades participaram do encontro na forma de associações, faculdades, institutos e organizações como AMTB, APMB, Convenção Batista Nacional, ABUB, MPC, JV, FLAM, Seminário Teológico Servo Cristo, Visão Mundial, Igreja Episcopal Anglicana, Movimento Encontrão ligado à Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, Fórum jovem de Missão Integral, Revista Ultimato, W4 Editora, Rede Fale, RENASFTL – ContinentalCompassion, Seminário Betel Brasileiro, Missão AVANTE, Missões Quilombo, Desperta Débora, Toca do estudante, Instituto Anima.

A Mídia cristã se fez presente através de Klênia Fassoni da Revista Ultimato, Whaner Endo do Portal Cristianismo Criativo e entre diversos blogueiros este aqui que escreve este post.

A reunião que durou quase 5 horas finalizou com uma carta de princípios que diz que a aliança é uma “rede que visa ser expressão de unidade de cristãos evangélicos no Brasil e de ação, reflexão e posicionamento evangélico em questões éticas e de direitos humanos”. Silas Tostes foi o redator da carta que captou diversas sugestões dos pequenos grupos que se reuniram por cerca de uma hora para elaborar as indicações e debater os princípios que nortearam a futura aliança, a carta ainda é provisória. Segundo o facilitador da reunião, Valdir Steuernagel houve uma rica discussão em torno da proposta e que a próxima reunião ainda não será a de fundação pois reconhecem a necessidade de maior diálogo e formação de mais líderes em volta da proposta. O próximo encontro será realizado entre os meses de maio e julho de 2010 em local a ser definido ainda pelos organizadores.

Texto, fotos e vídeo Alex Fajardo

Luterano Valdir Steuernagel e o sociólogo Paul Freston

Paul Freston: “Funções públicas vão acontecer. As instâncias sociais querem saber o que os evangélicos estão fazendo e pensando. E não há interlocutor. Este vazio será certamente preenchido por alguém. Como fazer isto sem ingenuidade sociológica, mas sem perder o idealismo do Evangelho?”

Valdir Steuernagel , Fabricio Cunha, Robinson Cavalcanti e Key Yuasa observam palestra de Paul Freston

Key Yuasa (Curitiba, Igreja Holliness) orando pela unidade da Igreja

Key Yuasa de Curitiba da Igreja Holliness ora pela unidade da igreja brasileira

Fabricio Cunha que faz parte da nova geração de líderes da igreja brasileira explica os diversos nomes sugeridos para a futura aliança

Ricardo Agreste da Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera em Campinas conversa com Valdir Steuernagel sobre pontos da Carta de Princípios da futura rede

O Bispo e o pastor: Robinson Cavalcanti e Ed René Kivitz dialogam sobre o movimento

Participantes se dividiram em grupo para propor pontos na Carta de princípios

Diretor nacional da Mocidade para Cristo (MPC) Marcelo Gualberto se deslocou de Belo Horizonte para o encontro

Pr. Cláudio Ely Dietrich Espíndola -representando a Convenção Batista Nacional também analisou a Carta de princípios

Ao centro da foto o pastor Rogério Quadra ligado ao Fórum Jovem de Missão Integral e obreiro do Instituto Papel de Menino, que desenvolve um trabalho junto aos menores infratores da Fundação Casa também esteve presente

Presbiterianos: Ricardo Barbosa de Souza pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto em Brasilia, conversa com Hilton Figueiredo da Fundação Grão de Mostarda e do Seminário Servo de Cristo

Exército da Salvação também esteve presente no encontro

Todo evento foi registrado pelo pastor José Libério da Toca do Estudante: futuramente material será disponibilizado em DVD

Silas Tostes presidente da Associação de Missões Transculturais Brasileiras é o responsável pela redação da Carta de prinípios

Chargista Jasiel Botelho esteve no evento representando os Jovens da Verdade e a FLAM

Modelo em rede substitui o modelo piramidal

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44 Respostas para “Líderes evangélicos discutem formação de uma rede nacional

  1. Já havia lido algumas críticas a esta reunião, mas vejo que juntar tanta gente diferente nos moldes de uma rede pode ser algo bem proveitoso para o reino de Deus.

  2. Belo texto! Pelo texto vejo que há muita coisa boa vindo pela frente!

  3. Há muito o que fazer, acho interessante um povo que prega a união, ter que se movimentar para fazer essa união valer, para realmente unir suas “tribos”.
    Acredito que uma palavrinha que faltou nisso tudo que falaram e que é capaz de mudar muito é “RELACIONAMENTO”.
    Então é isso, que Deus renove sobre nós a Sua misericórdia a cada dia.

  4. Olá Alex, muito obrigado por seu relato sobre este encontro. Por favor, continue “cobrindo” a Rede pois você até agora é a nossa única fonte! Um grande abraço.

  5. Obrigado pela cobertura. Quero mais informações sobre o que está acontecendo, estaremos orando e tenham certeza de algo, muitas igrejas e pastores esperam por esta comoção e querem se engajar insto tudo. Os nomes que li aqui são dignos de muito respeito.

  6. Daniel Liborio Filho

    No Brasil alguns se preocupam em aumentar o número de evangélicos outros se preocupam em anunciar o evangelho. Rede Nacional seja muito bem-vinda!

    • Que venha o melhor das propostas, porque o mercado de Igrejas já precisa de um código de ética forte, sério e norteador.
      O resto é balela !!!!!!!!

  7. pessoal, estou feliz e pensativo sobre o futuro do evangelho no Brasil. Não podemos nos acomodar com essa falsa aparência de estatística de Brasil maioria evangélica. Que tipos de cristãos nossas igrejas tem produzido? TEMOS QUE SER UM!

    • Meu caro johny,este temos que ser um ,é sobre sermos uma só igreja? voce é a favor do ecumenismo? qual é sua preocupação e qual sua resposta para o futuro do evangelho se o evangelho é de Jesus e não do homem?
      Abraço Eleuteroo

    • Johny. nossas Igrejas tem padronizado Cristãos de faz de conta e pastores contemporâneos do amor.
      Mais vale o bom SALÁRIO no bolso do pastor e Presidente das Congregações que o amor pelas ovelhas.
      A campeã de faz de conta que é Igreja é a ASSEMBLEIA DE DEUS em seus diversos ministérios, que conhecem a verdade, mas preferem a mentira…
      Quem conhece essa IGREJA sabe do que falo.

  8. Isso seria mais uma aliança de cunho liberal? Ja temos muitos concilios ecumenicos pelo mundo todo.

  9. Como sempre, o Kivitz ressaltar pontos importantes.

    Se o movimento institucional cristão-religioso quer arregaçar a manga, que a arregace no serviço, pois ‘representatividade’ é o que não falta.
    O que mais nos deparamos é com uma representatividade vergonhosa ou pelos menos, alienada e com síndrome de restrinção do ‘pode ou não pode’.

    Que se preste serviço mesmo.
    A igreja evangélica precisa se misturar com a sociedade até desaparecer no meio dela levando o bálsamo da paz, do acolhimento e da ternura.

    Abraço Alex,

    Parabéns pela matéria.

  10. A intenção dos cristãos de estabelecerem uma representatividade não é nova, que o digam a história e o Sr Brunner no seu “O equívoco sobre a igreja.” O fato é que é a gente não admite que a Igreja de Cristo não seja representada por outro que não Ele mesmo. Na prática a gente não deixa. A gente sempre quer eleger Pedro Papa. Seja Pedro alguém ou algo. Digo amém para o bom senso do Ed René: “O movimento evangélico está morrendo e deixe que morra…O que deve nos trazer aqui é a multidão que agoniza e não o movimento evangélico”. Que seja o bom senso desse movimento.

    hugo theophilo

  11. Que não seja mais uma atitude sincrética-organizacional, ou seja: os mesmo, fazendo sempre as mesmas coisa da mesma forma, com novos nomes. Não é Renas ?!

  12. Feliz pela unidade e torcendo pelos frutos.

    @riccoevgt

  13. Não tem ninguém pregando a fuga da babilônia?

  14. Não tenho dúvidas de que Deus está nesse negócio. Os líderes envolvidos no projeto em questão, são de uma seriedade inquestionável! Que Deus os direcione e os ilumine para que o empreendimento da missão integral tenha êxito em nossa sociedade brasileira.
    Parabéns pela matéria!

  15. Alex,

    Parabéns pela cobertura jornalística. Ficou nota 10! A intenção é boa, e os representantes envolvidos são pessoas reconhecidas. Mas me pareceu que estavam querendo recriar a AEVB, com outro nome e sem o Caio Fábio.

    Abraço.

  16. Parabéns, foi fiel ao fatos.

    Silas Tostes

  17. Olá Alex!
    Parabéns pelo blog esta muito, as matérias são excelentes.
    Aproveito a oportunidade par convidar vc para visitar o meu http://wwwadoradoresemverdade.blogspot.com/ será uma honra recebê-lo la.
    Um abraço fik na paz.

  18. Alex,
    Sua nota sobre a reunião ficou muito boa! As fotos enriqueceram bastante a cobertura.
    Klênia

  19. Adelaide, 18 -1 – 2010

    Já é tempo de nos tornarmos um!

  20. Que benção! Realmente, precisamos UNIR este povo abençoado para mudarmos este nosso Brasil.

  21. Precisamos urgente unir pessoas comprometidas com o Reino para mudança do nosso país!

  22. Pingback: Líderes evangélicos discutem formação de uma rede nacional « Time de Cristo

  23. DANILO FERREIRA GOMES

    Olá Alex,

    Conheci o seu blog a pouco tempo e tenho gostado muito. Quanto a criação da Rede, senti a falta do Caio Fábio. Sei que ele não tolera quase nada do que surge como movimento evangélico. Mas as pessoas aqui envolvidas são sérios discípulos de Cristo, comprometidos com o seu Reino e sua Igreja. Porque o Caio não está envolvido? Não quero criar fofocas, mas apenas entender, pois o Caio também é um sério discípulo de Cristo e aliado a esses outros poderia colaborar muito com a Rede. Há algum problema entre o Caio e esses outros líderes evangélicos envolvidos? Sou admirador tanto do Caio quando dos outros irmãos.

    Abraço Fraterno,

    Danilo Gomes – Salvador/BA.

    • Olha Danilo,não sei se voce percebeu, mas como pode dizer que um encontro onde se tem um bispo católico,é uma reunião de discipulos de pessoas comprometidas com o reino,e apimentar o nome de Caio Fábio depois dizer que não é fofoca,que cristão é voce.
      Eleuteroo

    • Sergio, o corneteiro

      Danilo, parece que não conhece o Caio F. como diz conhecer, penso que és um ingênuo… Caia na real! Se você ler os escritos e ouvir as falas dele vai ver que não tem mais ilusão sobre qualquer grupo ou pessoas que queiram se reunir de alguma forma para tentar ter alguma “representatividade” ou qualquer outro tipo de unificação… Por isso, ele não mais faria qualquer participação em qualquer movimento nestes sentidos mesmo convidado, porque sabe o que “rola” nos bastidores… Salvo algumas atividades e pessoas pontuais… Realmente o movimento “evangélico” está morto e a maioria das pessoas não sabe, porque não tem nada ver com o ser de Cristo!

  24. Pingback: MISSÕES IBMORUMBI » Blog Archive » PERSPECTIVAS PARA 2010

  25. Olá,pelo que vejo nesse encontro, éuma tentativa de criar um ecumenismo tendo como desculpa os problemas sociais. Me desculpem mas sou contra o ecumenismo
    um abraço Eleuteroo

    • Eleuteroo, penso que esta reunião reflexiva busca entre outras razões, estabelecer um norte para as relações de ética e comprometimento cristão na Igrejas, coisa que não tenho visto mais, respeitando principalmente suas posições ideológicas. Ética e direitos humanos nada tem a ver com ecumenismo, é uma questão de respeito ao direito alheio, garantido pela Constituição, que servimos e devemos respeitar.

  26. Caro eleuteroo, procure se informar melhor .. o Bispo na reunião não é católico, é um bispo anglicano … procure conhecer a carreira e os escritos do bispo Robinson Cavalcanti da igreja Anglicana.

    Abçs

    • Ma parece sim, principalmente o nariz, orelhas e a cruz o faz parecer …rsrsrsrs

    • Alex, quando olhei para o Diretor Nacional da Mocidade para Cristo, pensei que fosse o representante do MST, o da CUT, porque o bio tipo e a forma despojada de vestir-se o faz parecer com a maioria deste pais …kkkkkkk
      Será que mocidade da IGREJA se parece com ele ? kkkkkkkkkk
      Francamnete …rsrsrrs

  27. A Unidade da Igreja é uma bandeira que já foi levantada muitas vezes. Não passou de uma tentativa frustrada de encontrar uma “ação comum” para o estabelecimento de uma ética social cristã que dista quilômetros da realidade. Não é pessimismo, mas descreio na capacidade de uma Rede, ou Confederação, ou Conselho – seja lá que nome for – promova a convergência do ideal que prega. Obviamente, a intenção é nobre. Na prática, o caminho é íngreme e não garante que todos os presentes estarão dispostos a segui-lo.
    Parabéns pela bela redação.

    • Pois é caro irmão, seu discurso reflete a disposição da Igreja de rejeitar o que lhe parece nobre, mesmo achando o caminho ingreme demais, como bem colocou. Essas foram suas palavras escritas …

      Talvez seja por isso que suportamos Igrejas de massa, numéricas, de conteúdo perigoso, comprometidas com a ética do ( cada um por sí, e um pastor para todos) , não é?

      Eu reconheço salutar a independência denominacional nas Igrejas, mas me nego reconhecer legítimo as Igrejas que se negam reconhecer tudo que é bom, nobre e justo.
      Quando nossos costumes ferem a ética ou a Palavra de Deus, algo está errado e deve ser corrigido. Veja o mal exemplo dessas Igrejas de massa que sonegam impostos, seus pastores são presos por charlatanismo, evasão de divisas e etc…
      Isso lhe parece comum ou correto ? Acho que não, espero não estar errado.
      Deus abençoe irmão!

  28. Esse encontro parece ter sido tão reflexivo quanto animado, a julgar pelos comentários satirizados do Bispo Anglicano que, em tom de brincadeiras disse verdades com as quais temos que conviver e suportar.
    Em todo o mundo são mais de 38.000 denominações evangélicas, e o Brasil converge na caminhada de segregações ideológicas na Igreja. Trocam a razão pela emoção, a Palavra de Deus pelos ( usos e costumes ) que, em nada lembram os ensinamentos de JESUS, através da Bíblia Sagrada. Nesse balaio, há que se verificar a existência de Igrejas de grande massa, numéricamente expressivas, que no pretexto de pregar a Palavra de Deus, arregimentam gente simples pelo calor de seus discursos simplistas, carregados de jargões polpulares e de conteúdo teológicamente duvidoso.
    Parece que, pregar o Evangelho no Brasil, principalmente para essa Igrejas de massa, curiosamente envolvidas em escândalos dos mais diversos possíveis é uma questão de conveniência econômica e nada mais….
    Nessa reunião producente, em que esteve representantes de diversas denominações, não encontrei os representantes da IURD, Renascer em Cristo, Assembleia de Deus dos 4 Ministérios, Igreja Mundial, Igreja Deus é Amor e etc… Igrejas que, lideram em disparado o contingente de crentes em Jesus deste Barsil varonil, que entendem e interpretam a Bíblia prioritariamente segundo o ponto de vista de seus líderes. Por que será?
    Por que eles não estiveram presentes ?
    Essa pergunta sugere muitas respostas.

    É fato que que, por melhor que seja as intenções desta convenção, a legitimação do tratado se perde na burocratização institucionalizada das igrejas, que em face de suas posições ideológicas renunciam postulados idôneos e coerentes para satisfazer interesses pessoais que, na maioria das vezes, conflitam com a pregação salutar do Evangelho de Cristo.
    Vamos torcer para que este postulado tenha êxito e cumpra seu propósito …
    Deus vos abençoe !!

  29. Alex, de certa forma você tem feito um grande trabalho, além de ter uma redação que me deixa feliz ao examinar, parabéns pelo talento amigo!

  30. Não é preciso de um bom motivo para se fazer o bem.
    Este encontro mostra a real preocupação de pessoas que tem o Reino como ideal, utopia e redenção humana, mesmo que de direito de Deus e não de fato.
    Mas se não clamarmos, certamente as pedras clamarão. Que clamemos e, na Missão que é de Deus e não nossa, sejamos sim parceiros Dele na construção do Ser Humano Integral, a imagem e semelhança de Cristo. Glória pois a Cristo, por esta Rede que surge, clama e serve. Amém.

    • Eu concordo que tenhamos a visão de cumprir com o Ide de Cristo; não faço apologia às negligências da Igreja quanto na obra de Deus.
      Uma coisa é inspiração, outra é transpiração.
      Nos falta transpiração na obra, porque de boas intenções o mercado está cheio !
      Esse meio evangélico está dominado por gente que antagonizam posicionamentos éticos e doutrinários ao seu bel prazer, nos deixando como alternativa de ação apenas as reflexões, e nada mais.
      O que temos feitopara IGREJA além de refletirmos e ponderarmos em seminários teológicos? Será que é só isso que devemos fazer? Devemos massagear o EGO de grandes líderes que, estando no meio da guerra , querem assistir um bom filme de ficção?
      Deus abençoe amado!

  31. Aquele que sabe o bem que deve fazer e não o faz, este peca.
    O que dizer, fazemos todos sempre o bem, e o máximo de bem, à humanidade e à criação?! Humanidade e criação esta que gemem aguardando a revelação dos filhos de Deus e sua Redenção perene. Quem com Cristo não ajunta, espalha e atrapalha.

    • O homem erra por falta de conhecimento e do poder de Deus.

      Não quero travar uma batalha no campo das idéias com você, nem estou contra a Igreja. Ao contrário, percebo a necessidade de fazermos mais e com qualidade a OBRA de Deus.
      Enquanto debatemos e ponderamos legitimamante em seminários teológicos, as lideranças de peso das IGREJAS que ocupam a MÍDIA, praticam deliberadamente um evangelho mesquinho, para não chamar de heresias.

      Não quero ser como os doutores da Lei de Mateus 23, em que JESUS exortou publicamente porque falavam mas não praticavam.
      Enquanto debatemos em seminários, grandes emissoras de TV chacoteia-nos dizendo que: ” OS EVANGÉLICOS NÃO NOS ASSUSTA, porque nem eles se entendem.” Bonito isso irmão ?!
      Acha mesmo que quero atrapahar? Ligue sua TV e veja quem realmente atrapalha pregando um evangelho que tudo pode, tudo nos convém, a TEOLOGIA DA PROSPERIDADE e etc …
      A obra de Deus se faz com suor, sangue e lágrimas … Não é com poesia que ganhamos ALMAS, é com suor, trabalho sério, comprometimento com Deus, amigo.
      Defendo a união das Igrejas evangélicas, mas é bem verdade que, no bojo grandes congregações o mal está institucionalizado, e unir-se a Igrejas do diabo não me parece boa ideia.
      O mal tende a contagiar proporcionalmente mais que o bem. A propositura de integração da ÉTICA nas igrejas, ao meu ver não contempla esse aspecto, o que desestabilizaria a missão precípuo da implantação ÉTICA como parâmetro de valor moral nas IGREJAS.
      Deus te abençoe amado irmão!

  32. Depois de 20 anos de Igreja Católica, a abandonei justamente porque esta escolheu a instituição em detrimento da construção do Reino. Agora, descrente de toda e qualquer denominação (representatividade) e apenas militante popular, social e religioso, vejo uma possibilidade do reavivar do movimento de Jesus. Tem alguma perspectiva de apoiar militantes religiosos que são independentes de denominações religiosas? Abraços.

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