Tristeza e Angústia

Pessoal, não tem como não publicar esse pequeno texto do Ricardo Gondim lançado hoje em seu site. Estive essa madrugada toda em um velório, de um querido tio, nesses ambientes não há como não refletir em quão pequena e frágil é nossa vida. Olhares de tristeza e solidariedade nos amparam.

Pela manhã acessei o site do Gondim e lá estava este texto, uma inspiração que só poderia vir de quem consegue olhar pelos olhos do Cordeiro expresso em Isaías 53. Segue o texto:

 

“Tristeza é um pai no corredor do hospital pediátrico; uma alvorada no cemitério; uma fila no começo do expediente da mina de carvão; um vestido de noiva na liquidação do brechó; um lamento em chinês nos escombros de um terremoto.

Contudo, só o triste percebe; só o lagrimoso enxerga; só o desconsolado acorda. Portanto, bem-aventurado o que ouve; o que sabe o antônimo de inexpugnável; o que aceita a robustez da impotência.
 
 

Angústia é um relógio que marca centésimos de segundos; um verdugo que dá instruções ao condenado do patíbulo; uma enfermeira que aplica a quimioterapia mesmo sabendo que não haverá cura; uma tia que intui notícias ruins.

 

Contudo, só o angustiado se re-inventa; só o inquieto arroja; só o desassossegado percebe. Portanto, bem-aventurado o que luta; o que vive dependurado na palha da esperança; o que se inspira no olhar do Cordeiro.”

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