Blog Alex Fajardo

O Encontro

Junho 21, 2009 · 1 Comentário

Por Ariovaldo Ramos

Pastor, hoje eu tive um encontro de terceiro grau com Deus, e preciso da sua ajuda!

Como um encontro de terceiro grau?

Pessoal, pastor, face a face!

Hoje, você esteve com Deus como… Moisés?

Isso pastor! E preciso da sua ajuda!

Por que uma pessoa que esteve pessoalmente, ao vivo e a cores, com Deus, precisa de minha ajuda, ou de qualquer ajuda?

Por que apareceram dois, pastor!

Dois… Como assim?

Deus! Apareceram dois seres!  E ambos disseram ser Deus!

Ao mesmo tempo?

Não, pastor, primeiro veio um e depois veio outro, e eu preciso que você me ajude a descobrir qual dos dois é Deus, de fato!

Não sei se posso ajudar…  Como era cada um?

Iguais, absolutamente iguais, apareceram com a mesma  face, jeito… Tudo!

E a fala? Falaram a mesma coisa?

Ah! Isso não!

O primeiro chegou, eu estava no quarto, não tive medo, ao contrário, veio uma enxurrada de tranqüilidade. Aí ele disse: Tenho ouvido as suas orações, percebo sua preocupação com as pessoas em seu sofrimento, com a violência, com a injustiça. Sua preocupação  com os rumos da minha Igreja, com a pregação enganosa, com a distorção do evangelho. E ouço todas as vezes que você pergunta o porquê da minha aparente não interferência.

Eu vou interferir, vou botar a casa em ordem!  Quanto ao sofrimento, por enquanto é assim, é o custo da queda, afinal, graças à desobediência de vocês, o mundo jaz na maldade. Mas, no fim, os justos florescerão, sua diferença será percebida por todos os outros que jogaram fora a oportunidade que lhes foi oferecida. E quanto a esses falsos pregadores: eles não perdem por esperar, serão expostos: um a um!

Essa foi a fala do primeiro. Falou e sumiu!

Enquanto eu meditava nessas palavras… Apareceu o outro.  Do mesmo jeito! E, mais uma vez, eu não tive medo, pelo contrário, veio uma enxurrada de tranqüilidade. Aí ele disse: Tenho ouvido as suas orações, percebo sua preocupação com as pessoas em seu sofrimento, com a violência, com a injustiça. Sua preocupação com os rumos da minha Igreja, com a pregação enganosa, com a distorção do evangelho. E ouço todas as vezes que pergunta o porquê da minha aparente não interferência.

Nós vamos interferir, vamos botar a casa em ordem! Entenda,  sofremos com vocês! E, desde antes da criação, nós fizemos tudo o que precisava ser feito para acabar com esse sofrimento, vocês viram isso manifesto na morte do Cristo, e que a sua ressurreição o demonstrou. Mas entenda, há certos princípios que nós temos de respeitar! A vida é rara e muito frágil, se nós quebrarmos os princípios, que nós mesmos estabelecemos,  a vida deixará de existir e, com ela, o universo. O sofrimento terá fim, e haverá justiça; é para isso que trabalhamos até agora.

Quanto aos erros grosseiros, nós os vemos e lamentamos, mas, tínhamos de decidir, diante do que aconteceu, antes de acontecer, como acabaríamos com a maldade que, em vocês, achou expressão; com a agravante, que a única maneira de acabar com a maldade é acabar com os maldosos. E vimos que há duas maneiras de acabar com os maldosos: ou os destruímos, ou os convertemos. Nós decidimos pela conversão.

E para que vocês pudessem ser convertidos, tínhamos de perdoá-los em primeiro lugar, por isso, nós sempre nos aproximamos de vocês a partir do perdão que lhes estendemos. Assim, insistiremos na conversão de vocês até o fim. E quando convertemos um de vocês, é uma maravilha! Porque nós marcamos com fogo no coração de vocês a nossa lei, e a nossa lei é o amor. E aí vocês mudam de vida, por entenderem que é amando que se vive, que é perdoando que se convive, e que é servindo que se estabelece a justiça. Sei… você está pensando: mas eles já são convertidos! Pois é, nós insistiremos na conversão de vocês até o fim.

Essa foi a fala do segundo. Falou e sumiu!

Então, eu vim correndo para falar com você: Qual dos dois é Deus? A quem devo ouvir e seguir?

Ai meu Deus! Não sei lhe dizer… me vi muito na fala do primeiro, e fiquei envergonhado na fala do segundo.

Acho que temos de pedir ajuda. Por favor nos ajudem…  Para vocês… Quem é Deus?

Extraído do portal Missão Integral

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Seja lago e não copo

Maio 26, 2009 · Deixe um comentário

sal

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um
copo de água e bebesse.
-’Qual é o gosto?’ – perguntou o Mestre.
- Ruim’ – disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a
um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho
disse:
-’Beba um pouco dessa água’. Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre
perguntou:
-’Qual é o gosto?’
-’Bom! disse o rapaz.
-’Você sente o gosto do sal?’ perguntou o Mestre.
-’Não  – disse o jovem.
 O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou suas mãos e disse:
-’A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde
a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é
aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta.
É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu.

Em outras palavras: É deixar de Ser copo, para tornar-se um Lago.

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Debate sobre o livro A Cabana

Abril 28, 2009 · 34 Comentários

ed-rene

Ocorreu ontem, noite de 27 de abril na IBAB um debate sobre o livro A Cabana de Willian P. Young. Ed René Kivitz atuou como mediador entre o pastor Ariovaldo Ramos e Ricardo Gouvêa, atual pastor da Igreja Presbiteriana do Limão. O debate faz parte do fórum de reflexão teológica que atualmente esta com o tema Deus no banco dos réus.

 

De minha parte sou suspeito a dizer sobre os debatedores, principalmente de Ricardo Gouvêa, que me auxiliou muito em uma fase difícil minha com a igreja, em 2005 participei com ele da Comunidade do Sumaré praticamente todos os domingos pela manhã, ouvindo e conversando com ele sobre igreja, espiritualidade, e amizade. Nosso último encontro faz uns dois anos e fiquei muito contente em rever ele e também de sua participação no debate ao lado de Ed René e Ariovaldo. Fiz algumas fotos que compartilho com todos neste post também.

 

O debate foi um ping-pong onde Ed René leu algumas perguntas da platéia e alternadamente os debatedores davam sua interpretação as questões levantadas. Entretanto antes das perguntas Ed René abriu espaço de 10 minutos para cada debatedor falar sobre sua impressão do livro.

 Ricardo Gouveia

Polêmico e instigador como sempre, Ricardo Gouvêa iniciou sua fala dizendo que o livro A Cabana do ponto de vista literário é uma obra medíocre demais. Que o livro nunca será um clássico da literatura cristã como foi, por exemplo, O Peregrino de John Bunyan. Gouvêa afirmou que William P. Young não é um homem das artes literárias, mas simplesmente um teólogo que escreveu uma obra de ficção apresentando conceitos sobre Deus. A responder uma pergunta de Ed René sobre o que o livro diz sobre o sofrimento, Gouvêa diz que o problema do sofrimento não tem solução e que o evangelho não tem obrigação de dar esta resposta e que devemos reconhecer que o sofrimento faz parte da raça humana e que o autor do livro mostra que Deus sofre conosco, sendo que o maior sofrimento foi feito com seu filho Jesus na cruz. Gouveia afirma, entretanto que o livro apesar de polêmico, é bastante conservador em sua teologia, pois falando sobre pecado original, trindade e soberania divina, apresenta os conceitos clássicos da teologia. É a velha história da salvação recontada de uma nova forma e roupagem. Gouvêa também diz que não gostou do final do livro “Happy End” em que tudo dá certo no final e o criminoso é preso. Gouvêa termina sua fala citando um trecho do livro na página 176 – “A fé não cresce na casa da certeza”.

 

Mesa debate sobre o livro A Cabana

Mesa do debate sobre o livro A Cabana formada por Ariovaldo Ramos, Ed René Kivitz e Ricardo Quadros Gouvêa

 

Ariovaldo Ramos disse não querer analisar o livro como obra literária, mas sim como um livro que apresenta uma visão sobre Deus e o sofrimento, pois no  quando Deus é questionado em relação ao que faria a respeito do sofrimento humano, a resposta é que Deus já fez através de Cristo na cruz. Ariovaldo explica que por ser de origem anglo-saxão, o autor é influenciado a terminar o livro com um final feliz. Ariovaldo afirmou que gostou da interpretação dada pelo autor em relação à trindade, pois ali esta o conceito de paternidade, maternidade e filiação.

 

plenaria

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O Cesto e a Água

Abril 14, 2009 · 3 Comentários

cesto_limpar

Dizem que isto aconteceu em um mosteiro chinês muito tempo atrás.

Um discípulo chegou para seu mestre e perguntou:

- Mestre, por que devemos ler e decorar a Palavra de Deus se nós não conseguimos memorizar tudo e com o tempo acabamos esquecendo? Somos obrigados a constantemente decorar de novo o que já esquecemos.

O mestre não respondeu imediatamente ao seu discípulo. Ele ficou olhando para o horizonte por alguns minutos e depois ordenou ao discípulo:

 - Pegue aquele cesto de junco, desça até o riacho, encha o cesto de água e traga até aqui.

O discípulo olhou para o cesto sujo e achou muito estranha a ordem do mestre, mas, mesmo assim, obedeceu. Pegou o cesto, desceu os cem degraus da escadaria do mosteiro até o riacho, encheu o cesto de água e começou a subir de volta. Como o cesto era todo cheio de furos, a água foi escorrendo e quando chegou até o mestre já não restava nada.

O mestre perguntou-lhe:

- Então, meu filho, o que você aprendeu?

O discípulo olhou para o cesto vazio e disse, jocosamente:

- Aprendi que cesto de junco não segura água.

O mestre ordenou-lhe que repetisse o processo de novo. Quando o discípulo voltou com o cesto vazio novamente, o mestre perguntou-lhe:

- Então, meu filho, e agora, o que você aprendeu?

O discípulo novamente respondeu com sarcasmo:

- Que cesto furado não segura água.

O mestre, então, continuou ordenando que o discípulo repetisse a tarefa. Depois da décima vez, o discípulo estava desesperadamente exausto de  tanto descer e subir as escadarias. Porém, quando o mestre lhe perguntou de novo:

- Então, meu filho, o que você aprendeu?

O discípulo, olhando para dentro do cesto, percebeu admirado:

- O cesto está limpo! Apesar de não segurar a água, a repetição constante de encher o cesto acabou por lavá-lo e deixá-lo limpo.

O mestre, por fim, concluiu:

- Não importa que você não consiga decorar todas as passagens da Bíblia que você lê, o que importa, na verdade, é que no processo a sua mente e a sua vida ficam limpos diante de Deus.

Esta estória ilustra o que o apóstolo Paulo queria transmitir quando escreveu aos Romanos: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente” (Rm 12:2, NVI).

 

Extraído do blog Ichtus

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Acessório “cool” para o nosso lado espiritual

Abril 13, 2009 · 2 Comentários

chamado_radical

Esse fim de semana de páscoa, fui para a chácara de amigos. Eu tinha acabado de ler o ótimo livro A Mensagem secreta de Jesus do Brian McLaren, e já comecei nesse fim de semana a ler o livro Chamado Radical da Bráulia Ribeiro, presidente da JOCUM – Jovens com uma missão – eu sempre gostei dos escritos dela em artigos que vejo dela nas revistas Ultimato e Eclésia. Hoje mesmo devo terminar o livro que tem 176 páginas.

 

Deixo aqui um trecho do livro:

 

“Hoje, as pessoas não se interessam por um livro que não seja de auto-ajuda. Vivemos numa sociedade hedonista, voltada para o eu e unicamente para ele. Até mesmo Deus, salvação, evangelho, religião, são meros acessórios da nossa área pessoal “espiritual”. Temos advogados para as questões jurídicas, mecânicos para o carro, parceiros para sexo, esteticistas e cirurgiões plásticos para o nosso look, e temos Jesus como um acessório cool para o nosso lado espiritual. Saia dessa! A sociedade hedonista mente sobre a felicidade. A verdadeira felicidade só se encontra quando nos despimos de nós mesmos e nos voltamos para o outro.”

 

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O Reino de Deus é um Reino de amigos

Abril 10, 2009 · 3 Comentários

amigos.jpg

 

 


Se não me engano foi num encontro, chamado Oficina de Idéias, onde palestrou os pastores Ricardo Gondim e Ed René Kivitz. Após Gondim passar a palavra para o amigo, Kivitz agradeceu a amizade que ele tinha com o Gondim, com essas palavras:

“Vc sabe que tem um amigo, quando vc já deu motivo para ele deixar de ser o seu amigo e ele não deixou de ser o seu amigo. Vc sabe que tem um amigo quando ele já sabe a seu respeito coisas suficientes para não querer ser mais seu amigo, mas mesmo sabendo essas coisas ele continua sendo o seu amigo. O Reino de Deus é uma parceria de amigos. O reino de Deus é um reino de amigos”

Eu quero ter amigos desse nível e posso dizer que tenho alguns. Independente se em algum momento da minha vida eu fiz algo de errado, ou algo que não agradou a eles. Ou uma confissão minha dizendo coisas que não contaria para ninguém, e eles me ouvem e não me julgam. Independente de minhas escolhas profissionais, eles estão a me dar apoio. Independente de minhas escolhas amorosas, das garotas que poderiam dar certo e não deu, eles me incentivam. Independente de minhas idéias sobre algum fato, eles me escutam e me ajudam a formar um ponto de vista.

Certa vez um amigo meu me disse que não entendia como nos (eu e outro amigo) continuavam amigos dele, depois de tanta coisa que aconteceu entre nós. Creio que uma pista para essa resposta pode ser encontrada num artigo do padre Fabio de Melo que diz:

“Se um dia na sua vida você tiver que saber quem na vida mais te amou, quais foram as pessoas que mais te amaram de verdade, é só descobrir as pessoas que mais te perdoaram. É uma matemática fácil de ser feita. Porque na vida nós só temos o direito de dizer que amamos, depois de muitas outras vezes termos precisado perdoar alguém. Que o amor é justamente o momento em que você descobre o outro fazendo tudo errado, tudo ao contrário do que prometeu, e mesmo assim você ainda tem reservas aí dentro pra trazê-lo de volta, pra olhá-lo nos olhos no momento em que ele não merece, pra desconcertá-lo com seu perdão no momento em que ele esperava sua gozação. E nisso, Jesus é mestre!!!Da mesma forma, se você quiser saber quem você mais amou é só começar a contar nos dedos as pessoas que você mais precisou perdoar. Porque o amor não existe fora do perdão. Se essas pessoas que dizem que te amam só porque você faz as coisas certas, cuidado!!! Porque no dia em que você não conseguir fazer tudo certinho e ela te dispensar, não fica triste não… É porque nunca te amou!!!”Creio ser esse a essência do Reino de Deus, um Reino de amor e perdão.

Dentre vários acontecimentos com meus amigos, seja levá-lo de madrugada ao hospital, após umas cachaças a mais que tomou numa festa e ficar lá com ele dando risada enquanto ele toma glicose na veia e ouve um sermão da enfermeira rsss …. ou seja indo com eles na chácara de amigos e enquanto todos estão se divertindo na piscina, eu estou dormindo no chalé a tarde toda, eu sei que eles me entendem rsss . O seja indo atrás de diversos cursos e palestras teológicas ou eventos, seja para atravessar a cidade e ouvir Solano Portela explanando sobre predestinação e depois voltar e ficar na rua avaliando os fatos apresentados e “discutindo” o assunto até uma da madrugada. Ou alguns deles me agüentando como professor da escola dominical nos últimos meses rss. Ou conversando diariamente via e-mail com eles e com isso deixando a vida mais colorida. Mas entre todos os ocorridos no dia-a-dia, queria citar dois fatos na minha vida deste último ano.

Certa noite ao sair da empresa um tanto que deprimido pela vida e sem vontade de voltar para casa, sentei na calçada a noite e fiquei a pensar na solidão e fui abraçado por uma forte depressão. Comecei a chorar e não sabia o motivo. Após uma hora ali, não tinha forças para me levantar, e precisava conversar com alguém. Queria apenas ouvir alguém, uma voz amiga. Peguei o celular e liguei para um amigo, que já estava deitado na cama com sua esposa. Quando me ouviu falar e percebeu minha situação, este amigo não pensou duas vezes e se levantou da cama e de pijama, falando comigo no celular, correu para a garagem de sua casa e veio ao meu encontro, creio que cerca de uns 20 Km. Em poucos minutos ele estava comigo abraçado na rua e tentando me levantar, me levou para uma padaria, tomei uma água e ali conversamos. Me lembro que eu disse que era fraco. Ele me convenceu do contrario, dizendo que ele não teria coragem de ligar numa situação dessas e me agradeceu por ele ter sido o escolhido para dividir um momento daquele com ele. Este amigo tem uma capacidade incrível de nos mostrar que podemos prosseguir na vida, apesar das adversidades.

No outro dia ao chegar à empresa, guardo ate hoje o e-mail que ele me enviou dizendo:

FELICIDADE seria…

Se todo dia fosse sábado,
se toda noite tivesse festa,
se toda cidade fosse praia,
se todo mar fizesse onda,
se toda estação fosse verão,
se todo amigo fosse irmão,
se toda namorada fosse fiel,
se toda música nos fizesse refletir,
se todo céu tivesse estrela,
se toda mulher fosse gata,
se todo feriado fosse carnaval,
se toda pessoa encontrasse pessoas
maravilhosas como VOCÊ!!

Outro fato ocorreu com uma amiga da igreja. Eu e ela estávamos passando por momentos difíceis na vida, quando disse para ela que iríamos fazer uma terapia do abraço. Todo final do culto eu procurava ela para lhe dar um abraço carinhoso. Ficávamos ali abraçados. Todo domingo era assim. A gente se encontrava no final do culto e sempre um de nos lembrávamos e ficávamos ali se abraçando. A gente levava na brincadeira. Mas no fundo eu acho que ela não se importava com a tal terapia do abraço rsss …
Mas um dia ela me provou que eu estava errado. Certa noite fui para a igreja sem vontade, sem animo para nada. Estava chateado com a vida e não queria conversar com ninguém. Estava triste, e ao termino do culto, eu não esperei ninguém sair, fui o primeiro a sair da igreja e vim para a casa. Estava depressivo e logo deitei na cama, quando o telefone tocou, era minha amiga, perguntando “cadê o meu abraço amigo?”

Disse que tinha me visto no culto, mas no final me procurou para o abraço e não encontrou. Ela percebeu que eu estava mal, disse que eu poderia contar com ela para o que ocorresse na vida, pois amigos são para essas coisas. Ao desligar o telefone eu chorei, pois apesar da distancia, foi o melhor abraço amigo que recebi, foi este por telefone.

Não preciso citar os nomes desses amigos, eles sabem quem são e sabem que fazem parte do Reino de Deus, pois como disse Ed René Kivitz, o Reino de Deus é um Reino de amizades verdadeiras. Como disse o psicólogo Carl Rogers “Uma boa amizade é a melhor terapia”.

Deus abençoe meus amigos, pois apesar de eu já ter dado motivos para alguns deixarem de ser meus amigos, apesar de saberem coisas de minha vida suficientes para deixarem de ser meus amigos, eles sempre fazem a matemática simples do amor e do perdão.

By Alex Fajardo

Escrito em 04 de junho de 2007

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Nunca tive uma festa de aniversário

Abril 5, 2009 · Deixe um comentário

festa

 

Meu amigo Tony Campolo [...] se encontrava em um local que tinha um fuso horário bem diferente e não conseguia dormir. Então, bem depois da meia-noite saiu perambulando até chegar a uma confeitaria. Algumas prostitutas locais também ali entraram no meio da madrugada, depois de suas atividades habituais. Lá ele não pôde evitar de ouvir uma conversa entre duas delas. Uma, chamada Agnes, disse à outra: “Sabe de uma coisa? Amanhã é meu aniversário. Vou fazer 39 anos. [...] Nunca tive uma festa de aniversário em toda minha vida [...].

 

Quando saíram, Tony teve uma idéia. Perguntou ao proprietário da confeitaria se Agnes ia lá todas as noites, e, quando ele disse que sim, convidou-o a participar de uma conspiração para organizar uma festa surpresa. Até a esposa do proprietário se envolveu. Juntos, arrumaram um bolo, velas de aniversário e decoração para que festejassem com Agnes, que para Tony não passava de uma completa estranha. Na noite seguinte, quando ela entrou, todos gritaram: “Surpresa! Surpresa!” – e Agnes não podia acreditar no que seus olhos estavam vendo. Os fregueses da confeitaria cantaram e ela começou a chorar tanto que mal conseguiu soprar as velinhas. [...] Em seguida, ela saiu carregando seu bolo como se fosse um tesouro.

Tony conduziu os convidados em um momento de oração por Agnes e o proprietário da loja disse que não fazia a menor idéia de que Tony fosse um pregador e pastor. E então perguntou a Tony de que tipo de igreja ele era. Tony respondeu que era de uma igreja em que se dão festas de aniversário para prostitutas às 3:30 horas da madrugada. O homem não podia acreditar. “Não, isso não é possível. Não existe uma igreja assim. Se existisse, eu me juntaria a ela. É, com certeza eu faria parte de uma igreja desse tipo”.

 

Extraído do Livro A Mensagem secreta de Jesus, de Brian McLaren

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Livros afiados e cortantes

Março 29, 2009 · 1 Comentário

Afirmações diretas e declarações dogmáticas podem se transformar em mero blá-blá-blá religioso que não tem o poder de nos sacudir e desafiar da maneira que precisamos. Kafka escreveu a seu amigo Oskar Plook em 1904: “Acho que devemos ler somente livros afiados e cortantes. Se o livro que estivermos lendo não nos sacudir como se levássemos um soco no esqueleto, por que haveríamos de nos preocupar em lê-lo?”.

 

Trecho da página 30 do livro Meu legado espiritual de James Houston

 

Leia + trechos de livros no mob de leitura

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Barack Obama: Duas orações, duas fotos

Março 21, 2009 · 1 Comentário

Circula na internet a foto abaixo onde Barack Obama esta no centro recebendo oração de diversos pastores negros. A circulação via e-mail na internet diz que a foto foi realizada nos bastidores minutos antes da posse por pastores amigos de Obama e que isso a imprensa americana não mostraria. Ledo engano. A foto foi realizada em 6 de julho de 2008 quando ainda senador,  Obama estava em campanha para a presidência. Foi em uma sessão da Conferência Geral da Igreja Episcopal Metodista Africana realizada em St. Louis.  Obama discursou no evento e ali foi realizada esta oração.  A História completa da foto pode ser vista neste blog americano.

 

oracao-pastores-metodistas

 

A segunda foto, agora sim eleito presidente, é realizada na posse de Barack Obama em 20 de janeiro de 2009. A oração oficial é realizada pelo pastor mídiatico Rick Warren fundador da igreja Saddleback na Califórnia e escritor do best-seller Uma igreja com propósitos.

 

rick-warren-oracao

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Deus no banco dos réus

Março 11, 2009 · 4 Comentários

ibab

Dia 02 de março na Igreja Batista da Água Branca, aconteceu o início de mais um Fórum de Reflexão Bíblica e Teológica Segunda Opinião, neste semestre o tema é: Deus no banco dos réus. A Bondade de Deus e o sofrimento humano. Este é um capítulo da teologia chamado de Teodicéia, a grande questão é: Deus não evita o sofrimento humano, ou porque não quer, e nesse caso Deus não é bom, ou porque não pode, e nesse caso Deus não é onipotente.

 

Cerca de 800 pessoas estavam presente no início do Fórum que foi realizado pelo pastor/teólogo Ed René Kivitz que iniciou citando duas frases de Rubem Alves sobre o questionamento de como as coisas neste mundo são apresentadas para nós e se nossas interpretações destas coisas são de de fato a realidade?

 

Em seguida Kivitz lançou a principal pergunta do tema, baseado no livro do rabino Harold Kushner, autor de Quando coisas ruins acontecem a pessoas boas. Segundo Kushner “Existe apenas uma questão que realmente importa: porque coisas ruins acontecem a pessoas boas? Qualquer outra discussão teológica é pura diversão intelectual – algo assim como decifrar palavras cruzadas no jornal de domingo.”

 

Após apresentação da  pergunta principal que envolve a temática do Fórum, foi apresentada as respostas simples que são dadas por pessoas que não querem se envolver como o tema.

 

1 – Punição divina

2 – Propósito divino

3 – Necessidade divina

4 – Pedagogia divina

5 – Provação divina

6 – Livramento divino

 

Cada um dos seis tópicos foi explicado seus motivos e dizendo que muitos utilizam a bíblia para apenas evocar alguns dos pontos acima citados e encerram o assunto.

 

Em seguida foi explicado o termo Teodicéia que provém do grego que significa literalmente “Justiça de Deus” O termo foi criado em 1710 pelo filósofo alemão Gottfried Leibniz num trabalho intitulado Ensaios de teodicéia.

 

Seguindo a apresentação do tema foram explicadas as três dimensões do mal.

 

1- O mal metafísico

2- O mal moral

3- O mal físico

 

Para finalizar o primeiro dia do Fórum foram explicadas os principais pontos de vista de vários filósofos e como a história da filosofia vem tratando o tema, desde os gregos citando Epicuro, Platão, Cícero, a visão estoicista de Epíteto e passando pelos pensamentos de Agostinho e Gottfried Leibniz, e encerrando com citações do teólogo espanhol Andrés Torres Queiruga sobre o assunto.

 

Para os próximos encontros será debatido os 4 pontos abaixo.

 

1 – O mal e o mundo material

2 – O mal e a finitude do ser criado

3 – O mal e os propósitos divinos

4 – O mal e a pecaminosidade humana

 

Kivitz deixou claro para todos os presentes que o tema que vem sendo discutido a séculos não seria “resolvido” em uma noite com quase duas horas de palestras. Foi apenas a introdução do tema que será esmiuçado nos próximos encontros quinzenais.

 

Eu particularmente sempre me angustiei com o tema, e o Fórum veio em boa hora, principalmente depois da leitura que fiz do livro O Problema com Deus em que Bart D. Ehrman expõe sua vida explicando que o tema o levou de teólogo e cristão a abandonar a igreja.  Transcrevo um trecho de seu livro na página 13.

 

“Em especial, não conseguia mais explicar como pode haver um Deus bom e todo-poderoso ativamente envolvido com este mundo, considerando-se o atual estado de coisas. Para muitas das pessoas que habitam este planeta, a vida é uma cloaca de infelicidade e sofrimento. Eu cheguei a um ponto em que simplesmente não podia acreditar que há um Senhor bom e bem intencionado encarregado do mundo. Para mim, o problema do sofrimento se tornou o problema da fé. Após muitos anos de digladiando com o problema, tentando explica-lo, pensando nas explicações que outros tinham oferecido – algumas delas, respostas fáceis e encantadoras por sua simplicidade; outras, reflexões altamente sofisticadas e matizadas de filósofos e teólogos sérios -, após pensar nas supostas respostas e continuar enfrentando o problema, há nove ou dez anos eu finalmente reconheci a derrota, me dei conta de que já não podia acreditar no Deus da minha tradição e reconheci que era agnóstico: eu não “sei” se existe um Deus; mas acho que se houver um, ele certamente não é aquele proclamado pela tradição judaico-cristã, aquele poderosa e ativamente envolvido com este mundo. E, assim, deixei de ir a igreja.”

 

Uma arrefecida (termo emprestado do Ariovaldo via twitter rss..) nos pensamentos meus foi no mesmo período do fim do ano passado quando li o livro Se existe Deus porque há pobreza? do Jung Mo Sung que veio a balancear as idéias, principalmente no 1º capítulo. Mais tudo isso porque eu sou teimoso, porque em diversos textos e pregações do próprio Kivitz, e até do Gondim já tinham me dado por convencido sobre o amor de Deus e a entrega de seu filho em sofrimento por nós. Que nem diz uma amiga minha: Razão e coração é osso. Ou que nem diz uma oração conhecida “Eu creio, Ajuda-me na minha falta de fé” (Mc 9.24)

 

Encorajo você a ir nós próximos encontros. Como fiz no Fórum do semestre passado, apenas escrevo sobre o início do fórum aqui no blog para instigar a turma a participar, se quiser mais, participe ou depois adquira os CD’s das palestras entrando em contato com a IBAB. Big abraço a todos.

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Mark Driscoll – fora do senso comum

Março 4, 2009 · 11 Comentários

mark-driscoll

No Youtube nos últimos meses pipocaram vídeos legendados de Mark Driscoll, o cara da foto ao lado. Quem assiste dois ou três vídeos dele já pode perceber que o ele foge a regra do senso comum dos pregadores midiáticos.

 

Muita gente já leu o livro Como os pingüins me ajudaram a entender Deus, escrito por Donald Miller, mas algumas pessoas passam despercebidas sobre quando Miller cita Mark Driscoll. Reproduzo um trecho a partir da página 130 do livro.

 

“Eu tinha um amigo em Seattle chamado Mark. Ele era pastor de uma igreja bastante legal, localizada perto da Universidade de Washington … Certa vez, fui lá para visita-lo e adorei a comunidade que ele tinha reunido. Pela primeira vez em anos, eu consegui respirar. A visita àquela igreja em Seattle me ajudou a perceber que eu não estava só no mundo. Falei aos meus amigos, companheiros da igreja que eu freqüentava, sobre o lugar que acabara de conhecer, mas eles não me entenderam. Mark tinha escrito diversos artigos para revistas seculares e tinha sido entrevistado algumas poucas vezes na rádio, criando uma reputação de um pastor que dizia palavrões. É verdade que Mark dizia muitos palavrões. Não sei porque ele fazia aquilo. Talvez por não ter se tornado cristão antes de entrar para a faculdade, ele não soubesse que não deveria falar palavrões e ser um pastor. Acho que alguns dos meus amigos acreditavam que o objetivo do diabo era levar as pessoas a fazer uso de palavras pouco educadas, de modo que eles achavam que eu realmente não deveria me envolver em nada que contasse com a participação daquele pastor de reputação duvidosa. Isso em função dos palavrões … Mas, como eu disse, eu estava morrendo por dentro, e, embora Mark dissesse palavrões, ele estava falando sobre Jesus a um monte de gente, estava sendo socialmente atuante e parecia amar um monte de gente que a igreja estava negligenciando, como os liberais e os bêbados.”

 

Na internet em português pouca coisa atualizada sobre Driscoll, existe uma matéria de 2007 realizada sobre ele na revista Christianity Today e que foi reproduzida pela versão brasileira da revista no final de 2008.  Fui à busca de informações em sites americanos para saber mais sobre Driscoll.

 

Mark Driscoll nasceu em outubro de 1970, apesar de vir de uma família católica, nunca tinha estudado a bíblia até os 20 anos, ganhou uma bíblia de presente ao ser evangelizado por uma filha de um pastor. Ele começou a estudar a bíblia e a namorar a garota. Acabou casando com ela. Se formou e aos 25 anos iniciou a igreja Mars Hill que a princípio se reunia em seu apartamento. Em outubro de 1996 a igreja contava com 160 membros, e em pouco tempo teve uma redução para 60 membros por causa de discussões sobre a visão de Driscoll sobre a missão da igreja. 12 anos depois, no final de 2008 a igreja contava com 7.500 membros participantes em seus serviços de cultos em Seattle.

 

De teologia calvinista/reformada Driscoll recebeu muitas críticas de teólogos americanos e de próprios membros de sua igreja, ele ia para a praça pregar e dizia que poderiam ficar ali fumando e bebendo conquanto ouvissem o que ele tinha a falar sobre a bíblia, e com isso ele começava a alcançar os bêbados, drogados, yuppie’s e prostitutas de Seattle.

 

Circulando na blogosfera cristã americana, muita coisa se tem dito a favor e contra Mark Driscoll. Os piores ataques são sobre sua postura em relação às mulheres como lideres em setores da igreja, a questão não é que ele simplesmente não se posiciona, mas em diversos ensinos e escritos ele reforça essa tese. Repercussões sobre o assunto podem serem vistos clicando aqui e aqui

 

Segundo o site Theopedia.com Driscoll foi eleito pela Revista Christianity Today como um dos pastores jovens mais influentes da América com mais de 1 milhão de downloads de seus sermões por ano.

 

Recentemente o New York Times escreveu sobre ele, conforme avalia o blog biggzipp.com no geral o artigo foi negativo em atacar Driscoll e o calvinismo. Mas de uma coisa ninguém nega, ele é firme em suas palavras e apaixonado pela fé, entretanto o seu diferencial é sua abordagem sarcástica e provocadora no púlpito, poucos negariam que seu estilo as vezes cai fora dos limites do decoro pastoral normalmente definida dentro dos “limites evangélicos”, mas perfeitamente dentro dos limites do Reino de Deus segundo ele próprio afirma que Jesus era provocador com sua audiência.

 

No Inicio do movimento da Igreja Emergente, Driscoll participou, inclusive dando palestra em diversas igrejas, todavia se afastou do movimento por chegar a conclusão que amigos do movimento (Brian McLaren, Doug Pagitt entre outros) estavam se afastando da ortodoxia, pois o que Driscoll afirma é que sua igreja é culturalmente liberal mas teologicamente conservadora.

 

Em outubro de 2006 ele foi atacado por um homem que subiu ao púlpito da igreja e queria matar Driscoll com uma faca, entre diversas ameaças certa vez teve que pregar em um local com um colete a prova de balas.

 

Mark Driscoll é conhecido também por sua sinceridade sobre suas confissões pessoais no púlpito e sua capacidade de vir a público pedir perdão quando falou algo de errado, como é o caso de quando ofendeu Brian McLaren em um fórum de discussão na net sobre homossexualismo, dias depois em seu blog ele pediu perdão e reconheceu o erro.

 

Além da igreja, ele também fundou a Rede Atos 29 uma rede de pastores e igrejas de diversas denominações que recebem cursos para plantação de novas igreja, em 2008 o projeto auxiliou a plantação de 43 igreja. Driscoll também utiliza a internet como um dos principais meios de comunicação com seus membros da igreja, seja por fórum, blog’s, sites com vídeos etc.

 

Driscoll virou amigo pessoal de Jonh Piper a qual já levou diversas vezes para falar em seu púlpito. Em um dos blog’s ligados a igreja, ele escreveu um artigo dizendo porque ama Jonh Piper, ele encerra o artigo dizendo:

“Eu não posso confirmar isso, mas creio que o Dr. Piper tem apenas um paletó. Eu vejo ele pregando com esse paletó todas as vezes,  e me parece que já tem alguns anos de serviço. Eu também acho que ele possui apenas um cinto, pois eu nunca vi nenhum outro. Ele dirige um carro simples, vive uma vida simples, não tem nenhuma tatuagem (pelo menos não que eu tenha visto), não anda de skate e gosta de ler coisas escritas por pessoas que já morreram. Mas ao tentar apenas ser ele mesmo, ao invés de tentar ser um cara cool, ele curiosamente se tornou cool, pois ele se importa com Cristo, e isso é sempre cool.”

Para encerrar esse artigo, deixo um dos principais vídeos dele, falando sobre porque ele odeia religião.

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Borges e Agreste na IPB da Lapa

Março 2, 2009 · 3 Comentários

nave-igreja

 

Segunda-feira, 15 de fevereiro de 2009 participei de um culto da família na Igreja Presbiteriana da Lapa, a música ficou por conta de Gerson Borges e equipe. No dia, segue eu e meu primo Cleoci para a igreja na rua Roma, como chegamos cedo, resolvemos passar no shopping da Lapa antes para tomar algo e por acaso encontramos Gerson Borges e mais dois músicos amigos dele comendo um big lanche. Já fomos reconhecidos de longe por ele, pois no último ano já participamos de muitos encontros com Gerson em diversas igrejas e eventos. (figurinhas carimbadas em eventos eu e meu primo rss..)

 

Além da parte musical, pastor Alcindo Almeida responsável pelo culto, convidou Ricardo Agreste, pastor da Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera em Campinas para trazer a mensagem. A mensagem foi sobre o seu livro Revisão de vida, onde ele ao fazer 40 anos começou a escrever o livro. A mensagem central foi qual são as batalhas e combates na vida que valem de fato serem combatidas. Baseado na carta que Paulo escreve a Timóteo informando que combateu o bom combate. Dando a entender que temos na vida combates que não são bons e não valem a pena serem combatidos. Infelizmente muitas pessoas só descobrem isso no final de suas vidas.

 

Segue fotos abaixo que realizei no dia

 

 

gerson-borgesAcima músico  e pastor Gerson Borges que  afirmou: “Temos muitos artistas no meio do povo de Deus, estamos precisando de mais salmistas ultimamente”

 

ricardo-agreste

ricardo-livroRicardo Agreste lendo a letra musical Epitáfio dos Titãs publicado em seu livro Revisão de Vida

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Oração da criança

Março 2, 2009 · 1 Comentário

oracao_crianca1

Oração da Criança: “Papai do Céu, que os maus não sejam tão maus e os bons não sejam tão chatos. Amém”

 

Extraído do Blog do pr. Villy Fomin

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Grupo Logos – 2009

Fevereiro 17, 2009 · 8 Comentários

Grupo Logos

 

Com quase 30 anos de estrada, 17 álbuns gravados e 2 DVD’s o Grupo Logos continua firme e forte na estrada. Neste último sábado, 14 de fevereiro de 2009, aconteceu a primeira apresentação oficial do Grupo neste ano, que foi realizado na cidade de Osasco, no bairro Novo Osasco na Igreja Presbiteriana Independente. Era o primeiro encontro da UMPI – federação de Jovens do presbitério Osasco.

 

Quem esteve presente pode ouvir diversos clássicos da carreira do grupo, e também canções novas como Pescador que é o título do último trabalho gravado. Com a banda, Paulo Cezar e sua esposa Nilma iniciaram cantando Calmo, sereno e tranqüilo, para relembrar grupo Elo. A última canção foi Autor da minha fé, canção que sempre encerra todos os trabalhos do grupo.

 

Abaixo segue gravação e fotos que realizei no evento.

 

 

 

Paulo Cezar - Grupo LogosPaulo Cezar do Grupo Logos: 17 álbuns gravados até o momento

 

Igreja IPI Novo OsascoIPI de Novo Osasco: cerca de 400 pessoas estavam presentes

 

Paulo CezarÚltima canção apresentada pelo grupo sobre a volta de Cristo

 

orandoMomento de oração pelo Grupo Logos

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Revolta contra Deus

Fevereiro 15, 2009 · Deixe um comentário

revoltada

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Retornando ao blog

Fevereiro 14, 2009 · 3 Comentários

alex-fajardo

Depois de mais de um mês afastado sem postar por aqui, eis que estou de volta, estava de férias no serviço e misturou início de ano, viagem, férias e aquela lentidão de início de ano. Enfim, estamos de volta. Muita gente já me perguntou o blog não estava mais atualizado. Agradeço a todos a visita, aliás sobre este domínio do wordpress estamos comemorando 1 anos com esse endereço na blogosfera. Foram mais de 28 mil visitas em um ano. Mesmo neste último mês de janeiro sem postar nada, ainda tivemos 2.406 visitas no blog segundo estatísticas do próprio wordpress. Obrigado a todos pelas visitas.

 

Mas mesmo não escrevendo neste blog, eu estava sempre acompanhando o mundo da blogosfera. Sérgio Pavarini já iniciou no Pavablog a campanha 2009 Livros só mudam pessoas, (veja ranking atualizado) ao qual além de participar também estou auxiliando na organização, em breve teremos um blog/site específico para a campanha. Neste ano de 2009 já foram sorteados 18 livros, participe também da campanha. Esse mês de janeiro fui pífio em leitura, apenas um livro.

 

Nos blog’s que sempre visito, também acompanhei a mudança de endereço do  blog Baptized in fire para o Charles Gomes, estive no mês passado em Foz do Iguaçu e depois que voltei de viagem é que conversamos e ele me disse que mora lá em Foz.

 

Neste mundo virtual também andei acompanhando o intrigante, reflexivo e instigante Lou Mello na Gruta, também sempre visitando os blog’s Celebrai, Volney Faustini, DoxaBrasil, Ricardo Gondim entre outros. Mas neste período pude perceber que é praticamente impossível acompanhar todos os blog’s da minha lista de favoritos no internet Explore, devo ter mais de 50, mas sempre acabamos visitando sempre uma meia dúzia deles. Ainda tenho que atualizar os link’s no menu lateral, novos endereços precisam ser incluídos.

 

Enfim (segundo enfim nesse texto rs..) este 2009 promete e deve ter muitas mudanças para mim, a começar que fazem 3 dias que estou participando das estatísticas da crise mundial, depois de 4 anos no mesmo serviço e devido a divisão da empresa e reestruturação fui a quarta pessoa este ano de um setor de TI que terminou 2008 com 11 e agora tem 7 pessoas.

 

Como diz o ditado que o Brasil começa a funcionar depois do carnaval, ainda temos 10 dias para esquentar os motores e correr para abraçar 2009.

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Faixa de Gaza: foco da imprensa mundial

Janeiro 5, 2009 · 4 Comentários

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Desde o dia 27 de dezembro quando se iniciou o ataque de Israel a Faixa de Gaza, estou acompanhando os eventos pela imprensa. O evento que já deixou cerca de 500 mortos em 8 dias de ataque, vem sendo foco do jornalismo mundial. Ontem Israel iniciou a invasão ao território por terra. Os Principais jornais do planeta tinham suas capas, fotos estampadas sobre o ataque (como o jornal The Washington Post acima). Tenho conversado com algumas pessoas que tentam primeiro entender o que se passa naquele pedaço de terra, e o motivo de tanto derramamento de sangue. Ouvimos falar em Faixa de Gaza no jornal nacional, em Palestinos, partidos Hamas e Fatah, Cisjordânia, etc. 

 

Conversando com algumas pessoas nessa última semana, alguns nem sabiam de que o ataque estava ocorrendo, outros diziam que essa região sempre foi assim. Poucas pessoas que encontrei que pelo menos estão interessadas em saber os motivos e conhecer o histórico desse processo de guerra.

 

Queria insistir com você leitor desse blog, que procure atentar mais para este ataque desproporcional que Israel esta realizando. Seja para entender a situação política do local, seja para orar por ambos os lados.

 

Na internet além dos principais veículos de comunicação, quero indicar dois sites: Uma visão religiosa e outro de uma cobertura jornalistica.

 

– Este primeiro é o site de Ricardo Gondim que vem apresentando em diversos artigos, sua angustia, indignação e solidariedade para com os massacrados. Uma opinião balizada e centrada de um ataque que tem seu pano de fundo religioso. Em um dos artigos Gondim diz.

 

“Se existe alguma lógica religiosa que legitima o que vem acontecendo na Faixa de Gaza, eu não quero ter nenhuma parte com ela.

Se existe um deus que está no controle do massacre palestino, eu não quero ele. Prometo lutar contra tal divindade.

Se existem pessoas que concordam com o direito de uma nação  poderosa arrasar com outra muito mais fraca, eu não quero a companhia destas pessoas.”

 

– O Blog Diário do Oriente Médio do jornalista Gustavo Chacra que esta em Israel realizando a cobertura para o jornal Estadão. Lendo seu blog podemos ter uma visão do cotidiano, muito bem narrado por ele do que esta ocorrendo na região, seja a interpretação e reação dos povos que vivem ali, seja pela explicação política e social. Ao visitar o blog uma dica são os comentários dos post’s, muitos respondidos pelo Gustavo Chacra que tira dúvidas politicas, e fala sobre a cultura e religião da região. Em um dos post’s escritos, ele reclama da restrição que Israel impõe para a imprensa mundial em relação a acompanhar de perto os acontecimentos em Gaza.

 

“Mas a maioria terá que ficar aqui, em Israel, sem ver as batalhas de perto. É mais ou menos como um jornalista esportivo assistindo a apenas metade do campo em uma partida de futebol. O problema é que todos os gols acontecem na outra metade. E o jornalista terá que escrever tudo pelas notícias que escuta no rádio.”

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Crueza histórica

Dezembro 29, 2008 · 3 Comentários

gaza

Os americanos usam uma expressão tosca quando querem acabar com o lero-lero, “let´s cut the crap”. No português um pouco menos tosco seria alguma coisa como, “vamos parar com o papo furado”.

O Natal mal terminou, qualquer aura sentimentalóide esvaneceu, e o jogo bruto da história já se impõe. As notícias do dia 27 de dezembro mostram como será o novo ano. Israel bombardeou a miserável Faixa de Gaza, e mais de 120 estão mortos. Mães desesperadas procuram entre os escombros o que restou do corpo dos filhos – bombas não escolhem alvos, matam indiscriminadamente!

A complicada equação da geo-política palestina ainda contém o elemento religioso. E para minha vergonha, a tradição evangélica, da qual fiz parte, legitima o direito de expulsar, matar, dizimar os palestinos, baseando-se na posse da terra que Deus deu a Abraão há milênios. Mas diante da carnificina mundial, o que são 120 palestinos mortos? No mesmo dia, talvez o dobro morra em Darfur, Congo e Zimbábue.

A história sempre foi crua. Só no século XX, turcos trucidaram armênios; russos exterminaram milhões de russos; a Europa se afogou em sangue na I Guerra Mundial; os nazistas aperfeiçoaram técnicas de extermínio em massa; americanos jogaram duas bombas atômicas sobre a população do Japão; a Guerra Civil espanhola foi horrorosa; chineses impuseram o comunismo na base da força bruta; Vietnam, Camboja e Laos tiveram seus holocaustos; ditadores latino-americanos torturaram, assassinaram e mutilaram indiscriminadamente; em Ruanda, bastaram 45 dias para oitocentos mil serem dizimados com facão e machado.

Luzes natalinas, fogos de artifício no Réveillon e as apoteóticas aberturas olímpicas não passam de andrajos rotos, que tentam disfarçar a lepra da nossa História. Somos lobos ferozes. Criamos lógicas que legitimam a morte de inocentes – danos colaterais para o bem maior da humanidade? – invocamos deus para abençoar a nossa maldade. Escrevemos teologia para explicar a nossa sina. Mas somos piores que os chacais, predadores que espreitam mesmo quando não têm fome.

As bombas que caíram sobre Gaza me deixaram com o mesmo gosto amargo que o Tsunami há alguns anos. Aliás, let´s cut the crap, esse papo de ano novo é pura balela pra boi dormir.

Soli Deo Gloria.
Ricardo Gondim

(Duas horas depois, o número de mortos chegou a 205. Quatro horas depois, 220 mortos. No dia segiunte, mais de 300 mortos - 150 crianças.  A carnificina continua 36 horas depois, 350 mortos. Aguardemos as más notícias.)

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Mais histórias da Conde e livros p/ 2009

Dezembro 28, 2008 · 6 Comentários

livros

Já fazia tempo que eu queria comprar a obra de Flavio Josefo, História dos Hebreus, a CPAD juntou tudo num mega livro de mais de 1500 páginas, só me faltava à coragem de desembolsar 110,00 reais para comprar o livro.  Semana passado fui na Meca evangélica – Conde de Sarzedas.

 

Toda vez que vou lá saio com a sensação de que estou num mundo diferente, lembro uma vez que fui com meu amigo Fabio Fino, ele não conhecia o local eu disse que ele iria achar no mínimo diferente. Eu e ele andando por uma das galerias de lojas, eis que senão quando encontramos um réplica enorme da Arca da Aliança (aquela mesma que ficava no lugar Santo dos Santos, aquela que Indiana Jones está procurando até hoje) quando vimos a arca ali sendo vendida ficamos a pensar, quem compraria uma réplica da arca ? Muita gente em volta olhando e o mais cômico da história foi quando o Fabio estendeu a mão para tocar a arca. Eu pulei em cima dele e gritei que não podia tocar na arca senão seria fulminado igual aconteceu quando Davi trazia a arca para Jerusalém e Uzá foi querer dar uma ajuda para a arca não cair quando os bois que traziam ela tropeçaram (II Samuel cap 5). O pessoal que tava em volta ninguém entendeu nada, apenas uma pessoa que entendeu a relação da piada deu uma risada. Eu e o Fabio saímos de lá chorando de rir. Ainda vou ligar para os rabinos ortodoxos de Jerusalém para virem buscar a arca aqui na Conde de Sarzedas para o futuro templo.

 

Mas enfim, eu estava contando do livro que eu comprei lá, e quando entrei numa loja e perguntei o preço a atendente disse, custa R$ 103,00 a vista e R$112,00 dividido no cartão em até 3 vezes. Eu tinha uma nota de R$ 50,00 no bolso e disse que o resto iria passar no cartão débito. Peguei o livro e fui para o caixa, quando disse como eu iria pagar, o dono da livraria que estava recebendo disse que eu não podia pagar assim, ou tinha que ser tudo a vista ou tudo no cartão.

 

- Ahhh como assim ? Será que eu não tinha entendido direito ? repeti para ele a forma, ele disse que ficava complicado fazer a conta depois no caixa. Eu quase tive um infarto. Sem falar nada coloquei o livro de volta na prateleira e sai. O cara deixou de fazer uma venda de R$ 112,00 porque não conseguia fazer a conta da divisão do caixa depois ?

 

Segui a uma próxima livraria que aceitou minha forma de pagamento, uma nota de R$ 50,00 e ainda passei R$ 60,00 no cartão. Cada vez que eu vou lá na Conde venho com uma história nova. De tantas comédias que presenciei nessa rua, merecia uma séria de post’s para isso.

 

Resumindo, tudo isso para dizer sobre a lista dos livros que pretendo ler em 2009. Em 2008 foram 27 livros, neste ano próximo quero ver se mantenho a média.

 

01 – História dos Hebreus / Flavio Josefo

02 – A Bíblia em Ordem Cronológica

03 – Coleção de 10 livros sobre a história da igreja / Justo González (esses eu pego emprestado do meu irmão Maxwell que fez curso de história e tem a coleção)

04 – Repintando a Igreja / Rob Bell (entender mais sobre o movimento (isso se a palavra movimento couber aqui) Igreja Emergente)

05- Meu legado espiritual / James Houston (esse ganhei esses dias do Pavarini, nunca li nada do Houston e muita gente sempre me indicou ele, o presente veio em boa hora)

06 – Meditações para Maltrapilhos /  Brennan Manning (já li 4 livros dele, sempre vale a pena ler Manning)

07 – A Mensagem secreta de Jesus / Brian McLaren (esse ano li o Ortodoxia Generosa dele e pretendo ler esse outro dele)

08 – O Que Jesus disse ? e o que Jesus não disse? / Bart. D. Ehrman (li O Problema com Deus este ano deste autor e pretendo ler esse outro, apesar que já recebi conselhos de amigos para não ler esse tipo de literatura, teve um até que disse que eu ia virar ateu)

09 - Para Curar um Mundo Fraturado / Rabino Jonathan Sacks

10 - O Deus Im-potente / Paulo Roberto Gomes (esses dois últimos indicados pelo Gondim e pelo Pavarini)

 

Enfim essa é minha lista, pretendo no mínimo ler estes, no percorrer do ano se Deus quiser outros irão aparecer, mas a meta principal é esta lista, veremos daqui um ano se vou conseguir.

 

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Deus é uma criança

Dezembro 24, 2008 · Deixe um comentário

É. Cada um celebra o que escolhe. Acho que farei uma sopa de fubá que tomarei com pimenta e torradas.

Sou um admirador de Gandhi. Cheguei mesmo a escrever um livro sobre ele. Estou planejando convocar os amigos para uma homenagem póstuma a esse grande líder pacifista e vegetariano. Pensei que uma boa maneira de homenageá-lo seria um evento numa churrascaria, todo mundo gosta de churrasco, um delicado rodízio com carnes variadas, picanhas, filés, costelas, cupins, fraldinhas, lingüiças, salsichas, paios, galetos e muito chope. O grande líder merece ser lembrado e festejado com muita comilança e barriga cheia!

Eu não fiquei doido. O que fiz foi usar de um artifício lógico chamado “reductio ad absurdum” que consiste no seguinte: para provar a verdade de uma proposição, eu mostro os absurdos que se seguiriam se o seu contrário, e não ela, fosse verdadeiro. Eu demonstrei o absurdo de se celebrar um líder vegetariano de hábitos frugais com um churrasco.

Uma homenagem tem de estar em harmonia com a pessoa homenageada para torná-la presente entre aqueles que a celebram. Uma refeição, sim. Mas pouca comida. Comer pouco é uma forma de demonstrar nosso respeito pela natureza. Alface, cenoura, azeitonas, pães e água.

Escrevo com antecedência, hoje, 27 de novembro, um mês antes, para que vocês celebrem direito. A celebração há de trazer de novo à memória o evento celebrado. É uma cena: numa estrebaria uma criancinha acaba de nascer. Sua mãe a colocou numa manjedoura, cocho onde se põe comida para os animais. As vacas mastigam sem parar, ruminando. Ouve-se um galo que canta e os violinos dos grilos, música suave… No meio dos animais tudo é tranqüilo. Os campos estão cobertos de vaga-lumes que piscam chamados de amor. E no céu brilha uma estrela diferente. Que estará ela anunciando com suas cores? O nascimento de um Deus?

É. O nascimento de um Deus. Deus é uma criança.

O nascimento do Deus criança só pode ser celebrado com coisas mansas. Mansas e pobres. Os pobres, no seu despojamento, devem poder celebrar. Não é preciso muito. Um poema que se lê. Alberto Caeiro escreveu um poema que faria José e Maria, os pais do menininho, rir de felicidade: “Num meio-dia de fim de primavera, tive um sonho como uma fotografia: “Vi Jesus Cristo descer a terra. Veio pela encosta do monte tornado outra vez menino. Tinha fugido do céu…” Longo, merece ser lido inteiro, bem devagar…

Uma canção que se canta. Das antigas. Tem de ser das antigas. Para convocar a saudade. É a saudade que traz para dentro da sala a cena que aconteceu longe. Sem saudade o milagre não acontece.

Algo para se comer. O que é que José e Maria teriam comido naquela noite? Um pedaço de queijo, nozes, vinho, pão velho, uma caneca de leite tirado na hora. E deram graças a Deus.

E é preciso que se fale em voz baixa. Para não acordar a criança.

Naquela mesma noite, havia uma outra celebração no palácio de Herodes, o cruel. Ele tinha medo das crianças e mataria todas se assim o desejasse. A mesa do banquete estava posta: leitões assados, lingüiças, bolos e muito vinho… Os músicos tocavam, as dançarinas rodopiavam. Grande era a orgia.

É. Cada um celebra o que escolhe. Acho que vou fazer uma sopa de fubá que tomarei com pimenta e torradas. E lerei poemas e ouvirei música. E farei silêncio quando chegar a meia-noite e, quem sabe, rezarei?”

 

Rubem Alves

(Folha de São Paulo, 27/11/2007)

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Khalid e seu destino eterno

Dezembro 23, 2008 · 1 Comentário

aviao

Khalid é camponês no Iraque. Há séculos sua família vive cuidando de um pequeno curral com bodes, cabras e algumas ovelhas. Mas ele ainda hoje não entende porque aviões barulhentos sobrevoaram sua choupana despejando bombas. Uma dessas bombas caiu há cem metros de onde seus filhos brincavam. Dois meninos e uma menina morreram com estilhaços enormes que estraçalharam seus corpos franzinos. Khalid nunca ouviu falar de Jesus Cristo ou da Bíblia. Como é analfabeto, soube apenas que os seus sacerdotes abençoaram os pilotos do avião para aquela missão.

Para a enorme maioria dos evangélicos, Khalid, além de pobre, analfabeto e sem filhos, ainda vai para o inferno no dia em que morrer. Por ser herdeiro do pecado e da culpa de Adão, será punido com fogo eterno. A condenação de Khalid será inexorável porque não fez uma confissão pública de fé nos ditames dos evangélicos.

O iraquiano sofrerá muito. Vermes lhe comerão a carne por zilhões de anos; sedento, rangerá os dentes e perpetuamente lamentará por ter sido solidário com o pecado do primeiro casal. Seu desterro será perpétuo.

Eis a brilhante lógica do fundamentalismo evangélico: a sua má sorte foi nascer no Iraque e não em Dallas, Texas, pois nos estado mais evangélico do mundo, suas chances de ser converter seriam geometricamente maiores. Inclusive, dentro dessa lógica, o capelão que orou com o piloto antes de decolar vôo, não só o perdoou por antecipação, como garantiu que a “justa guerra” legitimava as bombas despejadas sobre o vilarejo suspeito. Quanto aos danos colaterais, mesmo péssimos, são inevitáveis e serão creditados à Providência. Isto é, se os filhos de Khalid morreram, “Deus que tem tudo sob o seu controle, supervisionou e permitiu as mortes com algum propósito” – que só serão conhecidos na eternidade.

Será que, enquanto a humanidade celebra o Natal, bilhões de Khalids seguem para o inferno inexorável?

Alguns convivem bem com essa lógica. Digo apenas que ela é cruel e não tem nada a ver com Jesus de Nazaré.

A todos os Khalids do mundo, amados e queridos de Deus, Feliz Natal.

Soli Deo Gloria.
Ricardo Gondim

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½ Semana Teológica na Presbiteriana de Perus

Dezembro 15, 2008 · 2 Comentários

ariovaldoAriovaldo Ramos palestrou para lideranças sobre o Sermão do Monte descrito em Mateus

Nesta semana que se encerrou, aconteceu a Primeira ½ Semana Teológica na Igreja Presbiteriana da Esperança no bairro paulistano de Perus. Estive nos dois dias do encontro onde o tema era Capacitação de líderes. No dia 08 de novembro esteve realizando a palestra o reverendo Hernandes Dias Lopes, de Vitória – Espírito Santo, sua fala foi baseada no livro de Filipenses. Na quarta, dia 10 o palestrante foi o pastor Ariovaldo Ramos, que trabalhou o tema do encontro baseado em Mateus no sermão do monte de Jesus fala aos seus discípulos. No final houve um momento de perguntas e considerações sobre a diferença do líder da igreja e um gerente de pessoas. O Encontro foi de iniciativa do reverendo Marcelo Coelho que é o pastor local da Igreja Presbiteriana de Perus.

hernandes_dias_lopesRev. Hernandes Dias lopes: ensinamento através do livro de Filipenses


igreja_presbiteriana_perus
Em plena segunda-feira membros e visitantes compareceram ao evento

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